“Ela me deu três facadas”, diz idoso de 75 anos preso ao confessar morte brutal de jovem de 20 anos em Tapurah

· 2 min de leitura
“Ela me deu três facadas”, diz idoso de 75 anos preso ao confessar morte brutal de jovem de 20 anos em Tapurah
JB News por Emerson Teixeira A morte de Júlia Vitória do Prado da Silva, de 20 anos, transformou a noite de sexta-feira em cenário de horror e revolta em Tapurah, município a cerca de 430 quilômetros de Cuiabá. A jovem foi assassinada de forma brutal dentro de uma residência no bairro São Cristóvão, e o principal suspeito, Alair Ferreira de Lima, de 75 anos, confessou o crime ainda durante a abordagem policial. A principal linha de investigação da Polícia Civil é de feminicídio, seguido de tentativa de ocultação de cadáver.  De acordo com o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas por volta das 20h16 após denúncia de um possível feminicídio e da presença de um homem armado com um facão em frente a uma casa. Quando os policiais chegaram ao endereço, encontraram intensa movimentação de moradores e flagraram Alair no quintal, visivelmente alterado e segurando um facão. Ele foi contido ainda no local, enquanto a cena do crime começava a revelar a dimensão da violência.  Durante as buscas, os militares localizaram o corpo de Júlia próximo ao carro do suspeito, que estava com o porta-malas aberto, em circunstâncias que apontam tentativa de ocultação do cadáver. Segundo os relatos policiais, o corpo estava envolto em materiais ensanguentados, o que reforçou a suspeita de que a vítima seria removida do local logo após o assassinato. A Perícia Oficial e Identificação Técnica foi acionada para os procedimentos no imóvel, e o corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.  Em depoimento e também ao ser levado para a delegacia, o idoso admitiu que matou Júlia com golpes de faca e de pé de cabra. Ao tentar justificar o crime, afirmou que teria sido atacado pela jovem e que reagiu após supostamente receber três facadas pelas costas. A versão apresentada por ele, no entanto, ainda será confrontada pela investigação, que deve ouvir testemunhas, analisar laudos periciais e reconstituir a dinâmica do crime.  Além de Alair, outro homem, de 66 anos, também foi preso em flagrante. A suspeita é de que ele tenha sido chamado para ajudar a esconder o corpo após o assassinato. A brutalidade do caso gerou forte comoção em Tapurah, onde moradores chegaram a se aglomerar em frente à residência revoltados com a cena e com a morte precoce da jovem. Júlia deixa um filho pequeno, e a repercussão do caso ampliou a cobrança por justiça em uma cidade ainda abalada pelo impacto da tragédia.  Agora, a Polícia Civil trabalha para esclarecer se houve premeditação, qual era a relação entre vítima e autor confesso e em que circunstâncias ocorreu a sequência de agressões que terminou em morte. O caso segue sob investigação e deve avançar nos próximos dias com a coleta de depoimentos, perícias complementares e eventual representação por prisão preventiva dos envolvidos.  VEJA : [playlist type="video" ids="389509"]