JB News
por Emerson Teixeira
A Polícia Civil de Mato Grosso apura um caso ocorrido dentro da Escola Estadual José Leite de Moraes, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, envolvendo dois estudantes menores de idade. Durante depoimento, um adolescente de 16 anos negou a acusação de estupro e afirmou que manteve relação sexual consensual com a colega.
Segundo o relato prestado às autoridades, o jovem disse que conheceu a estudante na própria escola, onde ambos estudam no período matutino, e que o relacionamento teria começado no dia 26 de fevereiro. Ele afirmou ainda que, na ocasião, a garota teria informado que tinha 16 anos. O adolescente declarou que os encontros entre os dois já vinham ocorrendo dentro do ambiente escolar e que, no dia 2 de março, chegou a circular entre alunos um vídeo em que aparecem se beijando.
Sobre o dia investigado, 10 de março, o estudante relatou que, por volta das 10h20, durante o intervalo, marcou um encontro com a jovem nas proximidades de um banheiro adaptado para pessoas com deficiência. Ele afirmou que ambos saíram da sala durante a aula, foram até o local combinado e, após trocarem beijos, entraram no banheiro, onde, segundo sua versão, mantiveram relação sexual sem o uso de preservativo por cerca de 30 minutos.
Ainda conforme o depoimento, após o encontro, ele deixou o local primeiro e foi até o bebedouro da escola, enquanto a adolescente seguiu para o banheiro feminino. O jovem disse que posteriormente perguntou como ela estava e que a estudante demonstrou preocupação pelo fato de não terem utilizado preservativo, mas teria afirmado que estava bem. Ele também relatou que, após o término das aulas, recebeu mensagem de uma colega da jovem informando, a pedido dela, que continuava tudo bem.
O adolescente negou qualquer tipo de coação ou participação de terceiros, incluindo a informação de que outras pessoas teriam impedido a saída da estudante do banheiro. Apesar da versão apresentada, o caso é tratado pela Polícia Civil como estupro de vulnerável, uma vez que conforme prevê a legislação brasileira em situações que envolvem menores de 14 anos. As autoridades continuam apurando os fatos para esclarecer completamente as circunstâncias do ocorrido.