Déficit trilionário, Previdência em colapso e contas fora de controle: saída de Caiado do UB mexe no tabuleiro eleitoral e expõe urgência por solução para o Brasil Diz Mauro Mendes, VEJA O VÍDEO
JB News
por Jota de Sá
O tabuleiro político para a sucessão presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos, especialmente no campo da direita brasileira, que se movimenta em múltiplas frentes na tentativa de construir uma alternativa ao atual governo federal. Nos últimos dias, a filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ao PSD, ao lado dos governadores Ratinho Junior e Eduardo Leite, acendeu o sinal de alerta e reposicionou as peças no xadrez eleitoral.
O movimento, articulado sob a liderança do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, abre espaço para uma disputa interna no partido com vistas à definição de um nome que represente a legenda na corrida presidencial. A estratégia sinaliza uma tentativa de construir uma candidatura de centro-direita com densidade política, experiência administrativa e discurso econômico mais austero, em contraste com o modelo adotado pelo Palácio do Planalto.
Paralelamente, outro eixo da direita se organiza em torno do sobrenome Bolsonaro. Além do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que segue como principal liderança simbólica do campo conservador, o nome do senador Flávio Bolsonaro já é ventilado como possível candidato, ampliando ainda mais a fragmentação do eleitorado de direita e reforçando a estratégia de pulverizar candidaturas para empurrar a disputa ao segundo turno.
Essa divisão, embora vista por alguns como um risco, é tratada por lideranças políticas como parte natural de um processo ainda em estágio inicial. O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, comentou o cenário e afirmou ter sido surpreendido pela saída de Caiado do União Brasil, embora já tivesse conhecimento prévio de que o governador goiano buscava novos horizontes políticos após anos na legenda. Em tom conciliador, Mendes rasgou elogios ao aliado, destacando a relação de amizade, respeito mútuo e a trajetória política considerada coerente e ilibada.
Segundo Mauro Mendes, a ida de Caiado ao PSD, ao lado de Ratinho Junior e Eduardo Leite, movimenta o tabuleiro político nacional, mas ainda não representa um desenho definitivo para a eleição presidencial. Para o governador, o cenário segue instável e aberto, especialmente porque ainda faltam mais de seis meses para o pleito, período suficiente para rearranjos, alianças e mudanças significativas de rumo.
Ao mesmo tempo em que analisa o campo eleitoral, Mauro Mendes adotou um tom duro ao avaliar a situação econômica do país sob o comando do presidente Lula. O governador criticou o que chamou de desgoverno fiscal do PT, destacando o crescimento acelerado da dívida pública federal, o aumento dos juros, o inchaço da máquina pública e os efeitos do populismo sobre as contas nacionais. Para ele, o Brasil vive uma trajetória perigosa que compromete a liquidez da economia e impõe um custo elevado à população.
Mendes alertou ainda para o risco concreto de um shutdown da máquina pública federal, situação já apontada pelo Tribunal de Contas da União, que prevê a possibilidade de paralisação de serviços básicos por falta de recursos. Segundo o governador, o país acumula quase uma década de déficits consecutivos, com rombos crescentes na Previdência e um endividamento trilionário que pressiona os juros pagos por toda a sociedade.
Em contraponto ao cenário nacional, Mauro Mendes destacou o desempenho fiscal de Mato Grosso, que conseguiu reduzir sua dívida em cerca de R$ 2,5 bilhões mesmo ampliando investimentos e garantindo, pela primeira vez na história do estado, recursos suficientes para assegurar o pagamento de aposentadorias. O governador ressaltou que Mato Grosso, ao lado do Espírito Santo, ostenta hoje classificação máxima de risco fiscal, reflexo de uma política de responsabilidade, controle de gastos e gestão eficiente.
Para o governador, o Brasil precisa urgentemente de uma mudança de rota. Segundo ele, o país não comporta mais aventuras políticas nem improvisações administrativas. A próxima eleição presidencial, na sua avaliação, exigirá liderança experiente, coragem para tomar decisões impopulares e compromisso real com o equilíbrio fiscal. Caso contrário, alertou, a conta do descontrole continuará recaindo sobre todos os brasileiros, aprofundando o quadro de estagnação econômica e instabilidade social.
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