Defesa de Flávia Moretti afirma que denunciante atua a serviço de terceiros, não soube responder questionamentos e pede nulidade da comissão que apura suposta autopromoção da prefeita em uniformes escolares, VEJA O VÍDEO

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JB News Por Nayara Cristina Fito arte : Emerson Teixeira-JB News A comissão processante instalada na Câmara Municipal de Várzea Grande realizou, nesta quinta-feira (19), mais uma etapa da oitiva que apura denúncia de suposta improbidade administrativa envolvendo a prefeita Flávia Moretti. O foco da investigação é a alegação de propaganda institucional irregular e possível autopromoção da gestora em uniformes escolares distribuídos na rede municipal de ensino. Convocada de forma facultativa para prestar esclarecimentos, a prefeita não compareceu à sessão. Em seu lugar, participaram os advogados de defesa, que sustentaram a tese de inexistência de irregularidade e questionaram a legitimidade da denúncia. Após a oitiva, o advogado Gilmar de Moura afirmou que a ausência da prefeita foi uma estratégia jurídica adotada pela defesa e que, neste momento processual, não havia necessidade de manifestação pessoal da chefe do Executivo. Segundo Moura, as testemunhas ouvidas pela comissão não apresentaram fatos novos capazes de robustecer a denúncia. “O que se viu aqui foi a repetição de alegações já conhecidas, sem qualquer elemento concreto que comprove ato de improbidade. Não houve inovação probatória”, declarou. Ele reforçou que a defesa respeita o direito de investigação do Parlamento, mas entende que o fato narrado não configura o ilícito apontado na denúncia. A comissão processante foi instaurada após o recebimento de representação questionando a inserção de elementos gráficos associados à identidade da atual gestão nos uniformes escolares distribuídos aos alunos da rede pública municipal. A denúncia sustenta que a personalização poderia caracterizar promoção pessoal da prefeita, o que violaria princípios constitucionais da administração pública, como a impessoalidade. Para a defesa, contudo, a padronização visual adotada nos uniformes segue critérios administrativos e institucionais, sem qualquer conotação eleitoral ou promocional. Gilmar de Moura foi além e criticou a postura do denunciante, afirmando que, durante os questionamentos, ele não teria conseguido responder de forma objetiva sobre os fundamentos da acusação. “O próprio denunciante não soube esclarecer pontos básicos quando indagado. Isso demonstra fragilidade da representação. Há indícios de que esteja a serviço de terceiros, com motivação política”, declarou. O advogado também anunciou que a defesa irá pleitear a nulidade do procedimento, sob o argumento de ausência de justa causa e de vícios formais no andamento da comissão. Segundo ele, a estratégia agora é levar os questionamentos ao plenário da Câmara e reforçar o pedido de extinção da punibilidade. “Estamos combatendo juridicamente cada ponto levantado. A defesa tem convicção de que o fato não constitui o crime imputado. Vamos demonstrar isso no Parlamento”, afirmou. A comissão processante tem poderes para colher depoimentos, requisitar documentos e elaborar relatório final, que poderá recomendar o arquivamento do caso ou a abertura de processo de cassação de mandato, dependendo das conclusões. O rito segue normas previstas na legislação federal e no regimento interno da Câmara Municipal. Nos bastidores políticos de Várzea Grande, o caso tem provocado debates acalorados entre base governista e oposição. Enquanto vereadores favoráveis à investigação defendem a necessidade de apuração rigorosa para resguardar a moralidade administrativa, aliados da prefeita classificam a denúncia como tentativa de desgaste político. Até o momento, não há decisão conclusiva sobre o mérito da acusação. A comissão deverá dar continuidade às oitivas e à análise documental antes da elaboração do parecer final. A defesa, por sua vez, reafirma confiança no arquivamento do processo e sustenta que a investigação carece de fundamento jurídico consistente. Veja : [playlist type="video" ids="377968"]