Após oitivas, Sardinha anuncia próximos passos e diz que relatório da Comissão que pode definir futuro de Flávia Moretti será apresentado a vereadores “É a Câmara que vai decidir’, VEJA O VÍDEO

· 2 min de leitura
JB News Por Nayara Cristina JB News por Nayara Cristina “Sardinha: ‘Coletamos fatos, agora justiça será feita’ — Presidente da Comissão Processante fala após oitivas no caso que pode levar à cassação da prefeita Flávia Moretti”   Em Várzea Grande (Mato Grosso), a manhã desta quinta-feira ficou marcada por depoimentos e contrapontos na Comissão Processante nº 01/2025 da Câmara Municipal que investiga supostas irregularidades na distribuição dos uniformes escolares pela prefeitura e o uso de slogan institucional, acusado por moradores como promoção pessoal da prefeita Flávia Moretti (PL).   À frente dos trabalhos, o presidente da Comissão, vereador Cleyton Nassarden Guerra, conhecido como Sardinha (MDB), concedeu entrevista à imprensa após uma sequência de oitivas que ouviu — nesta manhã — a titularidade da denúncia, a proprietária da empresa fornecedora dos uniformes, atuais e ex-secretários municipais e a defesa legal da prefeita. Segundo Sardinha, a agenda foi essencial para a colheita de informações relevantes antes da elaboração do relatório final.   “Foram ouvidas algumas testemunhas que fizeram a acusação, o fornecedor, sua proprietária, ex-secretário e atual secretário e a defesa da prefeita Flávia. Foi de grande valia, porque nós podemos colher informações de cada um deles”, afirmou Sardinha, em tom firme, destacando que o resultado dos depoimentos servirá de base para as próximas fases do processo. “Após essa coleta de informação, nós vamos fazer um relatório e depois ser apresentado para que possa ser votado.”   O presidente da Comissão foi enfático ao ressaltar que a ausência da prefeita não diminui a importância do trabalho legislativo. “Ela não veio pessoalmente, mas mandou sua defesa, que automaticamente pôde representá-la à altura”, disse, descartando qualquer interpretação de desprezo por parte do colegiado. Sardinha ressaltou que a participação da prefeita era facultativa e que a defesa técnica esteve presente para garantir o contraditório.   Sobre a possibilidade de já apontar culpa ou responsabilidade da chefe do Executivo, Sardinha ponderou que é prematuro e até antiético antecipar julgamentos antes da conclusão do confronto entre documentos e depoimentos colhidos. “Cabe agora nós fazermos o confrontamento do que está escrito e do que foi tomado de depoimento, para que depois possamos tomar um procedimento”, afirmou.   Indagado sobre críticas que qualificam o processo como manipulado ou politizado, o presidente foi categórico: “A palavra manipular não cabe dentro de uma Comissão Processante, até porque somos três cabeças diferentes, mas com um propósito só, que é melhorar Várzea Grande e fazer justiça.”   A denúncia que originou a Comissão aponta que os uniformes distribuídos pela prefeitura ostentariam o slogan “Transparência, Trabalho e Progresso”, entendido por alguns como promoção pessoal da gestão municipal — prática vedada por normas administrativas que regem a impessoalidade na administração pública.   Questionado sobre supostos “fatos novos” ou desdobramentos no caso, Sardinha esclareceu que os elementos agregados hoje foram os próprios depoimentos que ajudaram a clarear a forma como os uniformes foram definidos e produzidos, e não supostos novos fatos em si.   O advogado representante da fábrica que confeccionou os uniformes teria informado ao colegiado que pretende requerer a nulidade do procedimento sob o argumento de vício formal, alegando tratar-se de uma Comissão Processante e não de uma CPI — questão que já foi objeto de análise e rejeição preliminar dentro dos trabalhos.   Para Sardinha, a condução do processo pela Câmara “tem sido transparente, sem vício, realmente voltada para que a verdade prevaleça”. O próximo passo agora, conforme o presidente, é a entrega do relatório pelo relator da Comissão para apreciação dos pares na Casa de Leis.   A Comissão — composta pelos vereadores Sardinha (presidente), Carlinhos Figueiredo (relator) e Emerson Magalhães (membro) — segue no prazo regimental para conclusão da instrução, que poderá culminar no arquivamento do caso ou na recomendação de sanções, incluindo a possibilidade de cassação do mandato da prefeita. Veja: [playlist type="video" ids="378001"]