“Não importa a questão territorial, o que importa é a capacidade técnica”, diz Max Russi ao dar 15 dias para Santo Antônio comprovar gestão do Hospital Júlio Müller, VEJA O VÍDEO

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JB News por Nayara Cristina A disputa em torno da mudança territorial do Hospital Universitário Júlio Müller, atualmente em construção em Santo Antônio de Leverger, ganhou novos contornos nesta semana na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. No centro do debate está a definição sobre qual município terá a responsabilidade administrativa e estrutural da unidade, considerada um dos maiores investimentos da saúde pública no estado, com aporte superior a R$ 300 milhões. O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, adotou um tom conciliador, mas firme, ao comentar o impasse entre as prefeituras de Cuiabá e Santo Antônio de Leverger. Segundo ele, a discussão não deve se limitar à questão geográfica, mas sim à capacidade técnica e financeira do município que assumirá a gestão da unidade hospitalar. “Não importa a questão territorial, o que importa é a capacidade técnica”, destacou o parlamentar ao relatar que foi concedido um prazo de 15 dias para que a Prefeitura de Santo Antônio apresente formalmente suas condições de manter e gerir o hospital. A definição ocorreu após reunião que contou com a participação do deputado Wilson Santos, representantes da Universidade Federal de Mato Grosso e da administração municipal. A polêmica ganhou força após o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, afirmar que Santo Antônio de Leverger não teria capacidade financeira para arcar com a manutenção anual do hospital, estimada em mais de R$ 300 milhões. O município vizinho possui orçamento anual pouco acima de R$ 100 milhões, o que, segundo o gestor da capital, tornaria inviável a responsabilidade exclusiva pela unidade. Por outro lado, a reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso também se manifestou sobre o impasse, ressaltando que qualquer indefinição pode impactar diretamente o planejamento da saúde pública da capital e da Baixada Cuiabana. Há, inclusive, a defesa de que o Estado possa assumir a manutenção, caso não haja consenso sustentável entre os municípios. Max Russi reforçou que a prioridade absoluta é garantir o pleno funcionamento do hospital. “O que nós precisamos é do Hospital Júlio Müller atendendo a população. Ele já faz um trabalho importante no nosso estado e a localização é o que menos vai interferir nessa discussão”, afirmou. O presidente da Assembleia ainda destacou que a Casa de Leis dará apoio à solução que melhor atenda Cuiabá, Várzea Grande, os municípios da Baixada e todo o estado de Mato Grosso, inclusive pacientes que chegam de outras unidades da federação. O parlamentar também foi enfático ao afirmar que não há, neste momento, qualquer outro projeto em pauta para compensações territoriais ou substituições estruturais, como chegou a ser ventilado nos bastidores políticos. Segundo ele, a decisão será técnica, respaldada por estudos e pelo compromisso com a saúde pública. “Temos que priorizar o atendimento. Onde for melhor para que esse atendimento aconteça, terá todo o apoio da Assembleia”, reiterou. Com o prazo em andamento, a expectativa é que a comissão responsável apresente um posicionamento definitivo nos próximos dias. A discussão, no entanto, promete continuar mobilizando lideranças políticas e técnicas, já que o Hospital Júlio Müller é considerado peça-chave na reestruturação da rede hospitalar de Mato Grosso. Enquanto isso, a Assembleia Legislativa sinaliza que o foco não será a disputa territorial, mas a garantia de que a nova unidade entre em funcionamento de forma segura, eficiente e sustentável, atendendo à crescente demanda da população mato-grossense. veja : [playlist type="video" ids="377951"]