“De bobo aqui não tem ninguém”: Botelho diz que relatoria da CPI da Saúde deve ficar com base do governo, e que não quer fazer parte de comissão, VEJA O VÍDEO

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JB News por Nayara Cristina A instalação da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) ganhou novos contornos políticos nesta quarta-feira (25), após a validação do requerimento pela Procuradoria da Casa e a confirmação de que a comissão deverá ser oficialmente constituída nos próximos dias. Em meio à polêmica envolvendo assinaturas questionadas por parlamentares, o deputado estadual Eduardo Botelho afirmou que a relatoria da comissão tende a ficar sob influência da base governista e disparou: “de bobo aqui não tem ninguém”. A controvérsia começou após o deputado Elso Santos apresentar requerimento para abertura da CPI utilizando assinaturas colhidas ainda em 2023. Alguns deputados alegaram que não foram comunicados sobre a reutilização de seus nomes no novo pedido e tentaram retirar suas assinaturas, o que gerou questionamentos internos e pode, eventualmente, provocar debates jurídicos sobre a formalidade do procedimento. Apesar das críticas, o presidente da ALMT, Max Russi, afirmou durante a sessão ordinária que o entendimento da Procuradoria é de que o requerimento aprovado em plenário tem validade regimental e, portanto, a Comissão Parlamentar de Inquérito deve ser instaurada para cumprir sua finalidade investigativa. Segundo ele, o rito interno da Casa precisa ser respeitado, inclusive no que diz respeito à indicação dos membros pelos blocos parlamentares. Russi também estendeu o prazo para que as bancadas façam as indicações dos deputados que irão compor a CPI. Caso os blocos não apresentem os nomes dentro do período estabelecido, caberá à Presidência fazer as indicações, conforme prevê o Regimento Interno da Assembleia. A CPI deverá investigar possíveis irregularidades na área da saúde, incluindo contratos, dispensas de licitação, compras e outros atos administrativos. No entanto, até o momento, o foco específico da investigação ainda não foi delimitado oficialmente, e nem os integrantes ou o relator foram definidos. Foi nesse contexto que Eduardo Botelho comentou o cenário político envolvendo a comissão. O parlamentar deixou claro que não tem interesse em integrar a CPI e avaliou que, diante da ampla maioria governista na Assembleia, é provável que a relatoria fique sob responsabilidade de um deputado alinhado ao Palácio Paiaguás. Para ele, o tamanho da base governista dentro do Parlamento tende a influenciar diretamente a condução dos trabalhos. Botelho afirmou que o presidente Max Russi tem respaldo regimental para conduzir o processo de instalação da comissão, mas ponderou que a correlação de forças políticas será determinante na escolha do relator. “De bobo aqui não tem ninguém”, enfatizou, ao indicar que os movimentos internos já apontam para uma condução estratégica da CPI. A declaração reforça o clima de tensão e desconfiança que cerca a criação da comissão, que nasce sob questionamentos formais e disputas políticas. Enquanto a base governista trabalha para consolidar maioria também na composição da CPI, parlamentares da oposição observam atentamente os próximos passos, atentos à definição da relatoria — peça-chave para o direcionamento das investigações. Nos bastidores, a avaliação é de que a CPI da Saúde pode se tornar um dos principais embates políticos do ano na Assembleia Legislativa, tanto pelo alcance das investigações quanto pelo impacto que suas conclusões poderão ter no cenário estadual. Veja : [playlist type="video" ids="379175"]