“CPI não é o ideal; o ideal é resolver”: Max Russi cobra solução para mais de 40 mil títulos fundiários travados em MT

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Rombo fundiário explode em MT: com mais de 40 mil títulos travados, AL tenta instalar CPI dos cartórios e aponta entraves graves no sistema A crise na regularização fundiária em Mato Grosso ganhou contornos ainda mais preocupantes e levou a Assembleia Legislativa a avançar na articulação para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com foco direto na atuação dos cartórios em todo o estado. O motivo é um passivo considerado alarmante: mais de 40 mil títulos de regularização seguem parados, impedindo milhares de famílias de terem acesso definitivo à documentação de seus imóveis. O cenário é ainda mais crítico em Várzea Grande, onde mais de 14 mil títulos estão travados, sem liberação por parte dos cartórios, gerando insegurança jurídica e impacto direto na vida de moradores que aguardam há anos pela regularização de suas propriedades. Diante da gravidade da situação, deputados estaduais passaram a defender a abertura de uma investigação formal para apurar responsabilidades, identificar falhas estruturais e, principalmente, entender os motivos que levaram ao acúmulo desse volume expressivo de processos não concluídos. Em conversa com a reportagem, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Márcio Russi, reforçou que o Parlamento já reúne as condições necessárias para dar andamento à CPI e destacou que a iniciativa não tem caráter político, mas sim o objetivo de destravar um problema que afeta diretamente a população. Segundo ele, a Assembleia já conta com assinaturas suficientes para a criação da comissão, restando apenas o levantamento de dados técnicos mais detalhados para embasar os trabalhos investigativos. Russi afirmou que a situação é grave e exige uma resposta institucional firme. Para ele, não é aceitável que milhares de cidadãos permaneçam à margem da legalidade fundiária por entraves burocráticos ou operacionais que precisam ser esclarecidos. O parlamentar destacou ainda que a CPI deverá buscar transparência no processo e apontar eventuais responsabilidades, seja por falhas administrativas, seja por condutas que possam ter contribuído para o atraso na liberação dos títulos. Nos bastidores da Assembleia, o entendimento é de que o problema vai além de questões pontuais e pode envolver um conjunto de fatores, como morosidade nos procedimentos cartoriais, possíveis gargalos técnicos e até ausência de integração entre órgãos responsáveis pela regularização fundiária. A expectativa é que a CPI sirva como instrumento para diagnosticar essas falhas e propor soluções concretas. A criação da comissão também surge como uma resposta à crescente pressão social, especialmente em municípios como Várzea Grande, onde o volume de títulos parados evidencia o impacto direto na população. Sem a documentação regularizada, milhares de famílias enfrentam dificuldades para acessar crédito, vender seus imóveis ou até mesmo garantir segurança jurídica sobre a posse das propriedades. Com a possível instalação da CPI, a Assembleia Legislativa deve iniciar uma nova fase no enfrentamento do problema, colocando sob investigação um dos gargalos mais sensíveis da estrutura fundiária do estado. A expectativa é de que os trabalhos avancem nas próximas semanas e tragam à tona não apenas as causas do rombo, mas também caminhos para destravar um sistema que, hoje, mantém milhares de mato-grossenses em situação de incerteza. Veja: [playlist type="video" ids="383936"]