Após reação de Abílio e alerta sobre “queda na produtividade e colapso na saúde”, Assembleia articula revogação da lei que retira o Júlio Müller da gestão de Cuiabá, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
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O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, voltou a se posicionar publicamente nesta quarta-feira (11) contra a lei aprovada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso que transfere o Hospital Universitário Júlio Müller para o território de Santo Antônio de Leverger, município vizinho à capital. Em entrevista concedida pela manhã, o chefe do Executivo municipal afirmou que a medida traz riscos concretos à organização da rede de saúde da capital e pode provocar impactos financeiros e operacionais relevantes.
O hospital em questão é o Hospital Universitário Júlio Müller, unidade vinculada à Universidade Federal de Mato Grosso e que integra a gestão plena do sistema municipal de saúde de Cuiabá. A mudança territorial foi formalizada por lei estadual, mas desde o início gerou reação da Prefeitura, que alega prejuízos à estrutura já pactuada junto ao Ministério da Saúde.
Segundo Abílio, a reunião realizada na Assembleia começou de forma reservada, com a participação do presidente da Casa, Max Russi, representantes da UFMT e membros da gestão municipal. “Era para ser uma reunião mais fechada, mas acabou vazando essa informação. A ideia inicial era uma reunião com o Max, com o pessoal da Universidade Federal, passando as preocupações. O Wilson apareceu lá também para agendar a reunião e outras pessoas participaram”, relatou. Também esteve presente o deputado Wilson Santos, além de outros parlamentares estaduais.
De acordo com o prefeito, durante o encontro foram apresentados à presidência da Assembleia os riscos administrativos e jurídicos decorrentes da transferência territorial do hospital. “O Max teve bastante informação da própria Universidade Federal dos perigos das decisões que estavam sendo tomadas”, afirmou. Conforme relatado por Abílio, ficou encaminhado que, após o período de Carnaval, a Assembleia poderá adotar medida imediata para solucionar o impasse, com a revogação da lei e a elaboração de uma nova norma que mantenha o hospital sob a gestão do município de Cuiabá.
“A medida imediata seria retornar para o município de Cuiabá, revogando a lei e fazendo uma lei nova”, declarou o prefeito, ao destacar que a principal preocupação não é arrecadatória, mas estrutural. Ele explicou que o Hospital Júlio Müller integra a gestão plena da saúde da capital, o que significa que os serviços ali ofertados estão habilitados junto ao Ministério da Saúde dentro da organização municipal.
Para Abílio, a retirada da unidade da gestão plena obrigaria Cuiabá a buscar nova habilitação de serviços federais para suprir a demanda da população. “Todos os serviços referendados que estão na gestão plena, colocados dentro do hospital, se ele sair da gestão plena do município de Cuiabá, nós vamos ter que habilitar no Ministério da Saúde outro dispositivo para atender o município. Isso vai prejudicar o próprio hospital, porque ele
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