Mauro Mendes reage a acusações, nega desvio de R$ 308 milhões e desafia acusadores: “É mentira e má-fé processual”, VEJA O VÍDEO

· 2 min de leitura
JB News por Nayara Cristina Mauro Mendes reage a denúncias sobre pagamento à Oi, chama acusações de “mentira” e diz que Estado agiu dentro da legalidade O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, rebateu de forma enfática, na manhã desta quarta-feira (11), as denúncias envolvendo o pagamento de R$ 308 milhões à empresa Oi S.A., decorrente de um acordo judicial relacionado à restituição de ICMS. As declarações foram dadas poucas horas antes de procuradores do Estado prestarem esclarecimentos na Assembleia Legislativa sobre o caso que vem sendo chamado por setores da oposição de “escândalo da Oi”. As acusações partiram do advogado e ex-governador Pedro Taques, que questiona o destino dos recursos após o pagamento e levanta suspeitas de que parte do valor teria sido direcionada a fundos de investimento ligados a familiares e pessoas próximas ao chefe do Executivo estadual. A principal polêmica gira em torno da informação de que cerca de R$ 150 milhões teriam sido destinados a um fundo cujo principal cotista seria o pai do secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia. Durante entrevista, Mauro Mendes classificou as acusações como “mentirosas”, “levianas” e fruto de “má-fé processual”. “Quem afirmou isso mente descaradamente, age de má-fé processual, tenta enganar a população. Foi feita uma manipulação de informações, dizendo que estava prescrito, que entrou fora de prazo, fazendo uma verdadeira gincana jurídica. Ou é absoluta incompetência de quem fez, ou absoluta má-fé”, disparou o governador. Mendes afirmou que o Estado agiu dentro da legalidade ao celebrar acordo com a Oi, cuja dívida girava em torno de R$ 600 milhões. Segundo ele, o pagamento de R$ 308 milhões representou economia significativa aos cofres públicos. “O Estado agiu legalmente e pagou legalmente uma dívida que era de R$ 600 milhões na época. Fez um acordo e pagou R$ 308 milhões. Já realizamos mais de 70 acordos no âmbito da consensualidade, gerando quase R$ 400 milhões de economia ao bolso público”, argumentou. O governador destacou ainda que o pagamento foi reconhecido pelo juízo responsável pela recuperação judicial da Oi e que os valores foram transferidos a fundos indicados no processo. “Esses fundos não têm nada a ver comigo, não têm nada a ver com a minha família, não têm nada a ver com o Fábio Garcia. Depois que o dinheiro vira privado, isso não é problema do Estado”, afirmou. Ele reforçou que a obrigação do governo é garantir a legalidade do ato administrativo. “O Estado tem que responder à legalidade. Se contratou e pagou de forma correta, dentro da lei, o que acontece depois com o recurso privado não compete ao Estado explicar.” Em tom mais duro, Mendes também questionou a credibilidade das denúncias e confrontou a narrativa divulgada por setores da oposição e por parte da imprensa. “Algumas verdades são colocadas ali, mas não têm nada a ver com esse processo. Tem que ter muito cuidado naquilo que se acredita e, principalmente, em quem não tem credibilidade para fazer certas afirmações”, disse, ao desafiar que eventuais acusações sejam formalizadas judicialmente. A Assembleia Legislativa decidiu ouvir nesta quarta-feira o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, para detalhar o trâmite jurídico que culminou no acordo e no pagamento à empresa de telecomunicações. A expectativa é de que a Procuradoria-Geral do Estado apresente documentos técnicos e fundamentos jurídicos que sustentaram a negociação, especialmente quanto à legalidade do acordo e à inexistência de prescrição. O caso ampliou o debate político no Estado e passou a ser explorado pela oposição como possível irregularidade na gestão dos recursos públicos. Já o governo sustenta que a operação foi transparente, validada judicialmente e vantajosa aos cofres estaduais. Ao final da entrevista, Mauro Mendes reafirmou que não há qualquer vínculo entre os fundos de investimento mencionados e sua gestão. “Aquilo que estão falando por aí é mentira”, concluiu, reforçando que o governo está tranquilo quanto à legalidade do procedimento e que os esclarecimentos técnicos deverão encerrar, segundo ele, o que classificou como uma “farsa jurídica” construída para desgastar politicamente sua administração. Veja : https://youtube.com/shorts/TYQnZN7m9is?si=EtuiE_OJ9mh0Zipe