Após críticas de Mauro Mendes, Max Russi reage e garante: “CPI da Saúde não será usada politicamente” e comenta rito no parlamento, VEJA O VÍDEO

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JB News por Emerson Teixeira   A abertura da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso acirrou ainda mais o clima político no Parlamento estadual, que desde fevereiro vive uma legislatura marcada por embates internos e discussões sobre a fiscalização de atos do governo nos últimos anos. Além da comissão voltada à área da saúde, outras três CPIs estão em discussão na Casa, ampliando o cenário de tensão entre base e oposição e colocando o Executivo no centro do debate. A CPI da Saúde, no entanto, tornou-se o principal foco das divergências. O requerimento para sua instalação foi alvo de críticas devido ao uso de assinaturas que, segundo alguns deputados, teriam sido colhidas ainda em 2023 e reapresentadas agora, em 2026, para sustentar a abertura da investigação. A legalidade do procedimento passou a ser questionada por parlamentares e também pelo governo estadual. Durante coletiva nesta terça-feira, o governador Mauro Mendes fez críticas duras à iniciativa. Ele sustentou que a CPI seria desnecessária, argumentando que o mesmo objeto já foi investigado pela Polícia Civil, sem resultar em indiciamentos. O chefe do Executivo também colocou em dúvida a validade jurídica do pedido, especialmente em razão do reaproveitamento das assinaturas. Nesta quarta-feira (4), o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, se posicionou sobre o impasse e classificou como “salutar” o questionamento feito pelo governo. Para ele, o debate em torno da legalidade faz parte do processo democrático, mas, uma vez instalada, a CPI passa a seguir seu rito próprio dentro do Parlamento. Max Russi destacou que, a partir de agora, cabe ao presidente da comissão, o deputado Wilson Santos, conduzir os trabalhos, definir os trâmites e delimitar com clareza o objeto da investigação. Segundo ele, o momento exige responsabilidade política e maturidade institucional. Em sua fala, o presidente ponderou que o período é sensível, com a aproximação do calendário eleitoral e movimentações políticas já em curso. “Está saindo do governo, é período eleitoral, então é um período que a gente tem que ter realmente cuidado. A gente pode usar muitas coisas politicamente, mas eu acredito que, pelo nível dos nossos deputados, não vai ser usado nada politicamente”, afirmou. Max Russi ressaltou ainda que a expectativa é de que o trabalho da CPI seja técnico e focado em resultados concretos. Ele defendeu que os deputados conduzam a investigação com seriedade, respeitando os limites legais e buscando contribuir efetivamente com a melhoria da saúde pública no Estado. “Um trabalho feito dentro da CPI, trazendo as ideias dos deputados, passa por um nível que deve ser feito. E ao final desses seis meses, a gente possa fazer uma boa conclusão desse trabalho, sempre pensando na melhora da saúde pública”, completou. A instalação da CPI da Saúde, somada às demais comissões que ainda estão em debate, coloca a Assembleia em um cenário de intensa fiscalização e pressão política. Nos próximos meses, o andamento dos trabalhos e a condução dada pelo comando da comissão serão determinantes para definir se a iniciativa terá caráter técnico e institucional, como defende a presidência da Casa, ou se ampliará o embate político entre Parlamento e Executivo. Veja : [playlist type="video" ids="380639"]