Ana Paula Figueiredo
Procedimento ocorreu em Goiânia após a morte de um dos bebês; família é de Canarana, em Mato Grosso
A equipe médica do Hospital Estadual da Mulher (Hemu), em Goiânia, realizou na manhã desta quinta-feira (8) a cirurgia de separação dos gêmeos siameses Marcos e Mateus, naturais de Canarana (MT), após o agravamento do quadro clínico e a morte de um dos recém-nascidos. A decisão de antecipar o procedimento foi tomada em caráter emergencial, depois que um dos bebês sofreu sucessivas paradas cardíacas.
Segundo o Hemu, a cirurgia tornou-se inevitável diante da instabilidade clínica. “A intervenção foi necessária diante do agravamento extremo do quadro”, informou a unidade hospitalar, em nota oficial.
Os gêmeos nasceram na terça-feira (6), com 34 semanas de gestação, por meio de um parto de alta complexidade realizado no próprio hospital. Eles eram unidos pela região do quadril, condição rara conhecida como gêmeos isquiópagos. Após o nascimento, os recém-nascidos foram encaminhados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, onde permaneceram sob cuidados intensivos.
De acordo com a equipe médica, casos de gêmeos isquiópagos são considerados de extrema complexidade, ficando atrás apenas dos gêmeos unidos pela cabeça em grau de risco cirúrgico. A mãe, de 22 anos, realizou todo o pré-natal no Hemu e não apresentou intercorrências durante a gestação.
A família percorreu cerca de 600 quilômetros, de Mato Grosso até Goiás, para acompanhar o parto e o tratamento dos bebês. O hospital informou que segue monitorando o estado de saúde da mãe e reforçou que o atendimento demonstra a capacidade da rede pública em lidar com casos de alta complexidade.