“Vamos responder a altura os ataques”, diz secretário e acusa viés político em CPI da Saúde na Assembleia de MT em ano eleitoral, VEJA

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JB News por Nayara Cristina   O secretário estadual de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Gomes de Figueiredo, afirmou que está preparado para enfrentar os questionamentos da CPI da Saúde instalada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para investigar supostas irregularidades na gestão da Secretaria de Estado de Saúde entre os anos de 2019 e 2023, período que inclui contratações realizadas durante a pandemia da Covid-19. A comissão parlamentar foi criada por deputados estaduais com o objetivo de analisar contratos firmados pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) durante o enfrentamento da crise sanitária. O secretário, no entanto, afirmou que a gestão não teme as investigações e garantiu que a equipe da pasta está preparada para prestar todos os esclarecimentos necessários. Durante um encontro institucional realizado pela secretaria nesta semana, o gestor declarou que as acusações levantadas contra a pasta terão resposta direta por parte da gestão estadual. “Vamos responder à altura em todas as acusações e demandas que forem feitas. Simples assim. Não temos nada a esconder, estamos tranquilos com a equipe”, afirmou. Gilberto também afirmou que respeita a decisão do Poder Legislativo em instalar a comissão, mas ressaltou que a equipe da Secretaria de Saúde está confiante de que os fatos serão esclarecidos ao longo das investigações. “A CPI é uma decisão do Poder Legislativo, a gente respeita a decisão e nós vamos estar à disposição para responder qualquer coisa que depender sobre esse assunto”, disse. Questionado sobre a possibilidade de comparecer pessoalmente à comissão para prestar esclarecimentos, o secretário garantiu que estará disponível caso seja convocado. “Sim, se colocado lá estaremos. Se convocados, nossa equipe estará à disposição para esclarecer qualquer coisa”, afirmou. Apesar da disposição em colaborar com os trabalhos da comissão, o secretário também criticou a motivação política por trás da instalação da CPI. Segundo ele, o debate ocorre em um momento sensível do cenário eleitoral e pode estar sendo utilizado como instrumento de disputa política. “Ela nasce com viés político, num momento pré-eleitoral, para tentar, de certa forma, criar palanques para alguns e criar desconforto desnecessário para o governo. Nós estamos tranquilos, nós não cometemos nenhum ato ilícito”, declarou. Sem citar nomes, Gilberto também insinuou que parlamentares que disputarão a reeleição estariam utilizando o tema para ganhar visibilidade política. “Esses dois políticos com reeleição estão usando essa CPI para se promover politicamente. Essa resposta todos vocês sabem. Qualquer um desse estado consegue responder a isso. Eu não vou entrar nessa seara de debater o que pode ou não pode ser o deputado. Eles usaram todas as condições que têm para fazer isso”, disse. Mesmo com as críticas, o secretário reiterou que a Secretaria de Estado de Saúde irá colaborar com todas as etapas da investigação e apresentar os documentos necessários para esclarecer eventuais dúvidas levantadas pelos parlamentares. Ao defender a atuação da pasta, Gilberto destacou o trabalho desenvolvido pelos servidores da saúde pública durante a pandemia, período considerado um dos mais críticos da história recente do sistema de saúde. “O momento mais difícil da história deste mundo, que foi a pandemia, tivemos uma equipe se debruçada, enfrentando o inimigo de frente. Nós não ficamos no período da pandemia escondidinhos no home office. Nós estávamos no fronte de batalha”, afirmou. O secretário concluiu reforçando que pretende defender publicamente a atuação da equipe da secretaria e o trabalho realizado durante o enfrentamento da crise sanitária. “Estaremos lá para defender até o último minuto a idoneidade, a seriedade de todo o nosso time que deu a vida para proteger a população de Mato Grosso”, concluiu. Com a CPI oficialmente instalada na Assembleia Legislativa, os deputados devem iniciar nas próximas semanas a fase de coleta de documentos, convocação de gestores e oitivas de servidores e representantes de empresas que mantiveram contratos com o Estado durante o período investigado. Enquanto isso, a Secretaria de Estado de Saúde sustenta que está tranquila e pronta para responder a qualquer questionamento apresentado pela comissão. Veja : [playlist type="video" ids="383382"]