Ana Paula Figueiredo
Primeiro dia da greve será marcado por manifestação no Centro Político Administrativo; categoria reivindica aumento e ajustes no plano de carreiras após veto do governo
Os servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso anunciaram greve a partir de segunda-feira (21), após meses de tentativas de negociação com o governo estadual. A paralisação terá início com uma marcha pelas ruas do Centro Político Administrativo, em Cuiabá, com concentração em frente à Assembleia Legislativa (ALMT).
O movimento busca pressionar o Executivo a reconsiderar o veto que suspendeu o reajuste salarial de 6,8% previsto para todas as classes e níveis do Judiciário, além de ajustes no plano de carreiras. A mobilização contará com apoio de outros sindicatos e associações do setor, incluindo membros do Tribunal de Contas, do Ministério Público e Analistas Judiciários.
Segundo Rosenwal Rodrigues, presidente do Sinjusmat (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso), a decisão de iniciar a greve foi definida após reunião na Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT).
O projeto que previa o reajuste, enviado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso à ALMT, enfrentou atrasos e foi aprovado em novembro. Porém, em dezembro, o governador Mauro Mendes vetou a proposta alegando falta de estudos financeiros e impacto de R$ 1,6 bilhão ao ano na folha estadual. A decisão do Executivo também foi justificada pelo risco de efeito cascata, caso outras categorias reivindicassem aumentos semelhantes.
A Assembleia Legislativa manteve o veto em votação secreta, com 12 votos favoráveis à suspensão e 10 contrários. Com a greve, os servidores esperam retomar o diálogo com o governo e garantir a recomposição salarial que aguardam desde setembro.