“Sem espaço para retrocesso”: Pivetta critica políticos sem compromisso republicano, fala em ‘garganteio’ e diz que fará mais e melhor que Mauro Mendes,VEJA O VÍDEO
JB News
Por Nayara Cristina
O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, comentou nesta semana sobre o processo de sucessão do governador Mauro Mendes ao Palácio Paiaguás e reforçou sua disposição de disputar o comando do Estado em 2026. Durante entrevista ao Araguaia Notícias, sem citar nomes de adversários, Pivetta destacou sua experiência administrativa, o período em que atua como vice-governador e defendeu a continuidade do atual modelo de gestão, alertando para o risco de retrocessos caso Mato Grosso volte a ser governado por projetos que não estejam comprometidos com os interesses da população.
Ao tratar do cenário político que se desenha para o próximo ano, Pivetta afirmou que o Estado vive um momento de estabilidade e avanço, fruto de um trabalho que exigiu tempo, planejamento e responsabilidade fiscal. Segundo ele, qualquer mudança que represente descontinuidade pode colocar em risco conquistas importantes. “Não dá para a gente ter um desgoverno que já vimos no passado. Para estragar é muito rápido; para consertar, para colocar em pé, demora, e o povo é quem sofre, o povo é quem paga a conta”, afirmou o vice-governador, ao destacar que escolhas equivocadas podem levar novamente Mato Grosso a um cenário de caos já vivido em outras gestões.
Sem personalizar críticas, Pivetta direcionou suas falas a políticos que, segundo ele, não atuam de forma republicana nem priorizam o interesse coletivo. Para o vice-governador, colocar no comando do Estado alguém comprometido com interesses alheios aos da população pode significar o retorno de um período de instabilidade administrativa, semelhante ao que ainda afeta diversos estados brasileiros. Na avaliação dele, Mato Grosso conseguiu escapar desse cenário nos últimos anos graças a um projeto de governo que recuperou a credibilidade institucional e a capacidade de investimento.
Ao falar sobre sua trajetória, Otaviano Pivetta ressaltou que reúne experiência tanto no Executivo quanto no Legislativo. Ele lembrou que foi duas vezes prefeito de Lucas do Rio Verde, município que hoje é referência em desenvolvimento econômico e humano no Estado, após um processo de transformação administrativa. Também destacou a passagem pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, onde atuou como deputado estadual, o que, segundo ele, lhe garantiu maturidade política para dialogar com o Legislativo de forma responsável e institucional.
Pivetta ainda reforçou que os anos como vice-governador lhe deram uma visão ampla da máquina pública estadual. Segundo ele, o início da gestão, a partir de 2019, foi marcado por dificuldades severas, com dois anos praticamente sem recursos para investimentos. A situação só começou a mudar a partir de 2021, quando o Estado passou a recuperar capacidade financeira e a firmar convênios com os municípios, ampliando obras e ações em diversas regiões. “Hoje Mato Grosso está embalado. O que não dá é para a gente ter um desgoverno. Para estragar é fácil, mas para reconstruir leva tempo”, frisou.
Ao projetar o futuro, o vice-governador afirmou que carrega a responsabilidade de ser melhor do que o atual governador. Para ele, assumir um Estado que apresenta bons indicadores aumenta o nível de cobrança e exige resultados ainda mais expressivos. Pivetta disse que não se trata de vaidade ou pretensão pessoal, mas de obrigação com a sociedade. “Eu aprendi muita coisa nesse período. Não é nenhuma pretensão minha querer fazer mais e melhor. Eu tenho obrigação de prestar conta e entregar ainda mais”, afirmou, ao sinalizar que pretende manter o ritmo da atual gestão e, se possível, acelerar o desenvolvimento do Estado.
Questionado sobre a resistência política de possíveis adversários, como o senador Jayme Campos, Pivetta afirmou que o caminho será o diálogo. Segundo ele, não há conflito pessoal e a disputa deve se dar no campo das ideias e das propostas. “Vamos conversar, respeitar, colocar nossa proposta e discutir com o povo, que no final é quem decide”, declarou, reforçando que sua história política antecede o atual cargo e lhe dá base para apresentar um projeto consistente ao eleitorado.
Ao encerrar, o vice-governador destacou que sua candidatura, caso confirmada, será sustentada por resultados, experiência administrativa e compromisso com a população. Para Pivetta, Mato Grosso não pode abrir mão do caminho de estabilidade e crescimento que vem sendo construído. “Nós temos obrigação de fazer mais e fazer melhor. O Estado está no rumo certo e não pode retroceder”, concluiu.
Veja:
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