Rosa Neide cobra Fávaro “lançamento público com mais força” de Natasha ao governo e articula encontro com Lula para consolidar frente de esquerda em MT, VEJA O VÍDEO
JB News
Por Nayara Cristina
A reorganização do campo da esquerda em Mato Grosso para as eleições de 2026 começa a ganhar contornos mais claros nos bastidores políticos do estado. Uma das principais articuladoras desse processo, a ex-deputada federal Rosa Neide, afirmou ao JB News que a federação formada por Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil e Partido Verde trabalha para consolidar a candidatura da ex-deputada federal Natasha Slhessarenko ao governo do Estado, em uma frente que também dialoga com outras forças progressistas como Partido Socialismo e Liberdade.
Durante entrevista, Rosa Neide foi enfática ao afirmar que não existe qualquer resistência dentro da federação ao nome de Natasha para disputar o Palácio Paiaguás. Segundo ela, o grupo já trata a ex-deputada como a principal alternativa do campo progressista na disputa estadual.
A petista revelou ainda que pretende ir a Brasília nos próximos dias para tratar diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a construção política em Mato Grosso. A ideia, segundo ela, é organizar uma agenda para que Natasha seja levada ao presidente e possa discutir o cenário eleitoral e os projetos para o estado.
De acordo com Rosa Neide, a federação já tem posição consolidada sobre o tema. “Hoje há uma decisão dentro da federação. Natasha sendo candidata, será a nossa candidata. Nós vamos construir uma agenda e levá-la para conversar com o presidente Lula e falar de Mato Grosso”, afirmou.
Apesar da consolidação interna, Rosa Neide reconhece que o processo político ainda depende de um gesto público do partido da ex-deputada. Natasha é filiada ao Partido Social Democrático, e a dirigente petista avalia que o momento agora é de oficialização política da pré-candidatura.
Segundo ela, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também terá papel importante nesse processo. Rosa Neide afirmou que, com o retorno do ministro ao país após compromissos internacionais ao lado do presidente Lula, a expectativa é que as articulações avancem para a consolidação do projeto eleitoral.
Nos bastidores políticos de Mato Grosso, adversários têm questionado o desempenho inicial da pré-candidatura nas pesquisas. Rosa Neide, no entanto, rebate as críticas e diz que Natasha já apresenta crescimento em levantamentos eleitorais recentes.
Uma pesquisa divulgada no ano passado pelo instituto IPCM apontou Natasha com cerca de 6,5% das intenções de voto em um cenário estimulado para o governo do estado. Para Rosa Neide, o número não preocupa e pode crescer à medida que a candidatura se torne mais conhecida pelo eleitorado.
“Eu já vi pesquisas apontando 10% e em alguns municípios chegando a 12%. Para quem praticamente entrou na disputa agora, considero que está bem”, afirmou.
Além da disputa pelo governo, a federação também discute a composição para o Senado. Hoje, segundo Rosa Neide, o principal nome apoiado pelo grupo é o do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que deve disputar a reeleição.
No entanto, outras possibilidades ainda aparecem no debate político. A deputada estadual Edna Sampaio chegou a colocar seu nome à disposição para a disputa, mas a dirigente petista afirmou que o partido ainda não tomou decisão definitiva sobre um segundo nome.
Outro nome citado nas articulações é o do ex-governador Pedro Taques. Segundo Rosa Neide, ele já declarou apoio ao presidente Lula e deve estar no mesmo palanque presidencial no estado.
A petista também revelou que existem conversas políticas com setores do Movimento Democrático Brasileiro em Mato Grosso, o que pode abrir espaço para composições mais amplas no campo majoritário.
Nesse cenário, ela não descartou um eventual diálogo com a deputada estadual Janaína Riva em uma possível disputa ao Senado, mas deixou claro que qualquer aliança dependerá de um requisito considerado essencial pelo PT: o apoio público à reeleição do presidente Lula.
“Nós trabalharemos com quem apoiar publicamente o presidente Lula e as políticas nacionais do governo. As definições passam por esse caminho”, declarou.
Rosa Neide também falou sobre seu próprio futuro político. Segundo ela, a definição atual do Partido dos Trabalhadores é que dispute uma vaga de deputada federal em 2026. Ainda assim, ponderou que a política é dinâmica e que cenários podem mudar ao longo do tempo.
“Hoje a minha candidatura é a deputada federal. Foi a decisão tomada pelo partido. Na política a gente nunca pode dizer que amanhã algo não possa acontecer, mas hoje a definição é essa”, afirmou.
Com a intensificação dessas articulações, a esquerda mato-grossense tenta reorganizar seu campo político para 2026, apostando na construção de uma frente ampla capaz de sustentar um palanque forte para o presidente Lula no estado e disputar espaço na corrida pelo governo de Mato Grosso.
Veja:
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