Polícia cumpre seis ordens de prisão e prende DJ durante operação contra rede de drogas sintéticas em festas eletrônicas em MT

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JB News por Nayara Cristina   OPERAÇÃO LAST LOOP E CONVERGÊNCIA Uma operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (6) pela Polícia Civil de Mato Grosso revelou um esquema criminoso que utilizava grandes festas de música eletrônica como ambiente para a comercialização de drogas sintéticas e até negociações de armas de fogo. A ação, denominada Operações Last Loop e Convergência, resultou no cumprimento de mandados judiciais em três municípios do estado e teve entre os alvos um DJ conhecido no circuito de eventos eletrônicos. O artista identificado como Tiago Moreira da Cunha Júnior, conhecido no meio musical como “Tigas Priv”, foi preso por suspeita de participação no grupo criminoso investigado. Segundo as apurações, ele atuava como organizador de eventos de música eletrônica e, conforme a investigação, criava um ambiente considerado propício para a comercialização de entorpecentes durante as festas. A operação foi realizada em cumprimento a 12 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sendo seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão domiciliar. As ordens foram cumpridas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos com apoio de equipes da delegacia do município de Alta Floresta. As ações ocorreram simultaneamente nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Alta Floresta. Durante as diligências, os policiais também prenderam Edson Dantas, apontado como um dos integrantes do esquema. De acordo com a polícia, ele é considerado um morador de alto poder aquisitivo em Alta Floresta e foi flagrado com drogas sintéticas e medicamentos anabolizantes, incluindo durateston. Por esse motivo, ele deverá responder por posse de medicamentos e também por entorpecentes como êxtase. Outros investigados, identificados como Anderson Wagner Soares da Conceição e Jackson Botelho da Costa, já estavam presos por outros processos criminais. Mesmo assim, tiveram mandados judiciais cumpridos dentro da Penitenciária Central do Estado, onde permanecem detidos. Durante o cumprimento das ordens judiciais, também foi registrada prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, ampliando o escopo das investigações sobre a atuação do grupo. As investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Narcóticos apontam que a organização criminosa escolhia deliberadamente grandes eventos de música eletrônica para atuar. De acordo com os investigadores, o ambiente das festas facilitava a distribuição e o consumo de substâncias ilícitas sem levantar suspeitas imediatas. Entre as drogas comercializadas pelo grupo estavam substâncias sintéticas como MDMA, êxtase e LSD, além de derivados de cannabis e cocaína. A polícia também identificou que os suspeitos utilizavam métodos considerados sofisticados para dificultar o rastreamento financeiro das atividades ilícitas. Segundo os levantamentos, os pagamentos pelas drogas eram realizados principalmente por meio de transferências via PIX para contas de empresas de terceiros e pessoas utilizadas como “laranjas”. Esse tipo de estratégia, conforme a polícia, tinha como objetivo dificultar o rastreamento da origem dos recursos e impedir a identificação direta dos envolvidos nas transações. O delegado responsável pela investigação, Eduardo Ribeiro, explicou que o esquema apresentava características de uma organização criminosa estruturada e com atuação contínua. De acordo com ele, os elementos reunidos durante a investigação demonstram um grau elevado de planejamento e organização nas atividades ilegais. Além do tráfico de drogas sintéticas, as investigações também apontaram que integrantes do grupo estariam envolvidos na negociação de material bélico. O comércio ilegal de armas, segundo a polícia, fazia parte do conjunto de atividades criminosas mantidas pela organização, o que elevou a gravidade das infrações investigadas. Com o avanço da operação, a Polícia Civil agora busca aprofundar a identificação de outros possíveis integrantes da rede criminosa e rastrear o fluxo financeiro do esquema. A investigação segue em andamento e novas fases da operação não estão descartadas pelas autoridades.