A operação foi realizada em cumprimento a 12 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sendo seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão domiciliar. As ordens foram cumpridas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos com apoio de equipes da delegacia do município de Alta Floresta.
As ações ocorreram simultaneamente nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Alta Floresta. Durante as diligências, os policiais também prenderam Edson Dantas, apontado como um dos integrantes do esquema. De acordo com a polícia, ele é considerado um morador de alto poder aquisitivo em Alta Floresta e foi flagrado com drogas sintéticas e medicamentos anabolizantes, incluindo durateston. Por esse motivo, ele deverá responder por posse de medicamentos e também por entorpecentes como êxtase.
Outros investigados, identificados como Anderson Wagner Soares da Conceição e Jackson Botelho da Costa, já estavam presos por outros processos criminais. Mesmo assim, tiveram mandados judiciais cumpridos dentro da Penitenciária Central do Estado, onde permanecem detidos.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, também foi registrada prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, ampliando o escopo das investigações sobre a atuação do grupo.
As investigações conduzidas pela Delegacia de Repressão a Narcóticos apontam que a organização criminosa escolhia deliberadamente grandes eventos de música eletrônica para atuar. De acordo com os investigadores, o ambiente das festas facilitava a distribuição e o consumo de substâncias ilícitas sem levantar suspeitas imediatas.
Entre as drogas comercializadas pelo grupo estavam substâncias sintéticas como MDMA, êxtase e LSD, além de derivados de cannabis e cocaína. A polícia também identificou que os suspeitos utilizavam métodos considerados sofisticados para dificultar o rastreamento financeiro das atividades ilícitas.
Segundo os levantamentos, os pagamentos pelas drogas eram realizados principalmente por meio de transferências via PIX para contas de empresas de terceiros e pessoas utilizadas como “laranjas”. Esse tipo de estratégia, conforme a polícia, tinha como objetivo dificultar o rastreamento da origem dos recursos e impedir a identificação direta dos envolvidos nas transações.
O delegado responsável pela investigação, Eduardo Ribeiro, explicou que o esquema apresentava características de uma organização criminosa estruturada e com atuação contínua. De acordo com ele, os elementos reunidos durante a investigação demonstram um grau elevado de planejamento e organização nas atividades ilegais.
Além do tráfico de drogas sintéticas, as investigações também apontaram que integrantes do grupo estariam envolvidos na negociação de material bélico. O comércio ilegal de armas, segundo a polícia, fazia parte do conjunto de atividades criminosas mantidas pela organização, o que elevou a gravidade das infrações investigadas.
Com o avanço da operação, a Polícia Civil agora busca aprofundar a identificação de outros possíveis integrantes da rede criminosa e rastrear o fluxo financeiro do esquema. A investigação segue em andamento e novas fases da operação não estão descartadas pelas autoridades.