Pivetta projeta Mato Grosso como protagonista em energia e proteína e destaca “investir em infraestrutura é a única saída”, VEJA O VÍDEO

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Pivetta projeta Mato Grosso como protagonista em energia e proteína e destaca “investir em infraestrutura é a única saída”, VEJA O VÍDEO
JB News por Nayara Cristina   Na primeira coletiva após assumir o comando do Governo de Mato Grosso, realizada no Palácio Paiaguás, o governador Otaviano Pivetta deixou claro que não pretende reinventar a roda — mas sim acelerar o que considera o motor mais sólido da economia estadual: a infraestrutura como base para destravar crescimento, renda e desenvolvimento social. Com discurso direto e carregado de convicção, Pivetta foi provocado sobre qual seria sua “carta na manga” para impulsionar a economia em um cenário onde incentivos fiscais já não são mais o diferencial competitivo entre estados. A resposta veio sem rodeios: “Por mais que pareça mais do mesmo, é infraestrutura”. A fala, longe de soar simplista, foi sustentada por uma leitura pragmática do modelo econômico mato-grossense. Segundo o governador, o estado já atingiu um patamar robusto de produção — cerca de 110 milhões de toneladas — e agora o desafio é garantir que essa riqueza permaneça, de fato, dentro da economia local. “O que nos interessa é o lucro, o que fica aqui. Os custos, como insumos, fertilizantes e diesel, vão embora. O ganho real está na diferença entre o que se gasta e o que se colhe”, pontuou. É nesse ponto que entra a estratégia central defendida por Pivetta: agregar valor à produção, sobretudo por meio da industrialização e da chamada verticalização do agronegócio. O governador destacou uma mudança estrutural em curso no estado, com o milho assumindo protagonismo econômico pela primeira vez, superando a soja em impacto financeiro. “A soma do milho com os efeitos da agroindústria, especialmente o etanol, deve superar a soja. Isso é um fenômeno novo”, afirmou. A transformação, segundo ele, é resultado direto da instalação de indústrias de etanol de milho, que alteraram completamente a lógica produtiva do estado. Há menos de uma década, o grão dependia de subsídios federais para escoamento, sendo considerado economicamente inviável em larga escala. Hoje, impulsionado pela demanda energética e pela cadeia industrial, tornou-se um dos pilares da economia local. Pivetta também projetou um cenário de alta competitividade para os biocombustíveis produzidos em Mato Grosso, como o etanol e o biodiesel, diante de um contexto global cada vez mais pressionado por questões energéticas e ambientais. Para ele, o estado reúne condições únicas para liderar esse movimento, combinando escala produtiva, tecnologia e potencial logístico — ainda que este último dependa de avanços estruturais. Outro ponto enfatizado pelo governador foi o aproveitamento integral da cadeia produtiva. Subprodutos como o bagaço da soja e do milho, segundo ele, representam uma oportunidade estratégica na produção de proteína, considerada por Pivetta como “o combustível da humanidade”. A lógica, mais uma vez, reforça a ideia de reter valor dentro do estado, ampliando empregos e renda. Apesar do tom otimista, o governador não ignorou os gargalos. Ao contrário, reforçou que o avanço da infraestrutura — estradas, logística, energia e irrigação — é condição indispensável para sustentar o crescimento e permitir que Mato Grosso avance de um grande produtor para um grande processador de riqueza. A coletiva marcou não apenas a estreia administrativa de Pivetta no comando do estado, após o ciclo de mais de sete anos da gestão de Mauro Mendes, mas também sinalizou o rumo de um projeto político e econômico que ele pretende aprofundar. Pré-candidato ao governo em 2026, o atual chefe do Executivo aposta em um modelo que combina continuidade com aprofundamento estrutural — menos discurso de ruptura e mais foco em eficiência produtiva. No centro dessa estratégia está uma tese clara: Mato Grosso já produz como potência, mas ainda precisa se consolidar como um território que transforma, industrializa e retém riqueza. E, para Pivetta, essa virada passa menos por promessas inéditas e mais por execução — com estrada, energia e logística pavimentando o caminho do desenvolvimento. Veja : [playlist type="video" ids="387574"]