De acordo com o delegado responsável pelo caso, Reinaldo Binotti Filho, o grupo era responsável pela comercialização e distribuição de diversas substâncias ilícitas, entre elas maconha, drogas sintéticas e outros entorpecentes. As investigações apontam que os suspeitos utilizavam meios tecnológicos e mecanismos financeiros para viabilizar as transações, o que dificultava o rastreamento e a identificação dos envolvidos.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais buscaram apreender drogas, valores em dinheiro, aparelhos celulares e outros elementos que possam reforçar o conjunto probatório já reunido ao longo da investigação. Segundo o delegado, o objetivo principal é interromper as atividades criminosas do grupo e reunir novos elementos que contribuam para o completo esclarecimento dos fatos.
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Somadas, as penas podem ultrapassar 15 anos de reclusão, conforme previsto na legislação penal brasileira.
O nome Hydra faz referência à criatura mitológica de múltiplas cabeças, simbolizando a estrutura fragmentada e ramificada das organizações criminosas, compostas por diversos fornecedores interligados. A analogia representa a capacidade do grupo de manter as atividades ilícitas mesmo diante de ações repressivas, com substituição e reorganização constante de seus integrantes.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, dentro das chamadas Operações Farol da Justiça, inseridas no programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento às facções criminosas em todo o Estado. A iniciativa busca reforçar a presença do Estado no combate ao tráfico de drogas e evidenciar que as estruturas criminosas, ainda que complexas e ramificadas, permanecem sob monitoramento constante das forças de segurança.
Com a deflagração da Operação Hydra, a Polícia Civil reafirma o compromisso de desarticular redes interestaduais de tráfico e fortalecer o enfrentamento às organizações que alimentam o mercado ilícito de drogas em Mato Grosso e no Distrito Federal.