Mesmo sem corpo localizado, Polícia Civil prende seis faccionados por assassinato de “Borel” em São José do Xingu

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  JB News por Nayara Cristina Fotos da PC : Divulgação OPERAÇÃO MIDNIGHT Mesmo sem corpo localizado, Polícia Civil prende seis em nova fase da Operação Midnight por execução ligada a facção em São José do Xingu A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quinta-feira (26) a segunda fase da Operação Midnight e cumpriu 14 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa investigada por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver no município de São José do Xingu. Mesmo sem a localização do corpo da vítima, seis pessoas foram presas durante a ofensiva policial. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão — três preventivas e três temporárias — além de quatro mandados de busca e apreensão domiciliar e quatro afastamentos de sigilo telefônico. As ordens foram expedidas pela 3ª Vara Criminal de Porto Alegre do Norte e são executadas nas cidades de São José do Xingu, Porto Alegre do Norte e Água Boa. A operação é um desdobramento da primeira fase, deflagrada em 26 de agosto de 2025, um dia após o assassinato de Marcos José Vieira Lima, conhecido como “Borel”, ocorrido em 25 de agosto do ano passado. Segundo as investigações, Borel foi submetido a um “salve” — espécie de punição imposta por facção criminosa — que envolveu tortura e julgamento em um chamado “Tribunal do Crime”. A morte teria sido decretada após uma videochamada com lideranças do grupo, sob a acusação de que ele teria traído um dos chefes locais da organização. De acordo com a apuração policial, a vítima foi atraída até uma residência utilizada como ponto de apoio para faccionados, sob o pretexto de consumir entorpecentes. No local, após o suposto julgamento, teve a execução determinada. Posteriormente, os executores utilizaram uma motocicleta para transportar o corpo até o local onde foi ocultado. Até o momento, o cadáver não foi localizado. As investigações se estenderam por aproximadamente seis meses após a primeira fase da operação, com aprofundamento técnico a partir de análises de aparelhos telefônicos, sucessivos deferimentos judiciais de medidas cautelares e diligências em campo. Com base em relatos de testemunhas, relatórios detalhados e outros meios de obtenção de prova, a Polícia Civil conseguiu demonstrar ao Ministério Público e ao Poder Judiciário que o homicídio ocorreu mesmo sem a localização do corpo. Segundo o delegado responsável pelo caso, Aninhas Estevam Pereira Filho, foram reunidos elementos probatórios consistentes que apontam a participação de ao menos seis pessoas na empreitada criminosa. As apurações também indicam que o mesmo grupo atuava em práticas de assistencialismo com o objetivo de fortalecer a facção na região. Entre as condutas investigadas está a distribuição de cestas básicas a pessoas em situação de vulnerabilidade social, estratégia que, conforme a polícia, seria utilizada para ampliar a base de apoio e consolidar a presença da organização criminosa no município e no Vale do Araguaia. A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e localizar o corpo da vítima. Os presos permanecem à disposição da Justiça e devem passar por audiência de custódia nos próximos dias.