“Medidas atuais não estão funcionando”, afirma Vereadora ao defender leis mais duras; VEJA O VÍDEO

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Ana Paula Figueiredo

Vereadora de Cuiabá diz que Mato Grosso lidera índice de feminicídios e cobra mudanças na legislação para impedir que agressores reincidam

 

A vereadora por Cuiabá, Katiuscia Manteli (PSB) afirmou nesta quinta-feira (15), que as atuais políticas de enfrentamento à violência contra a mulher não têm sido suficientes para conter o avanço dos casos em Mato Grosso, estado que hoje lidera o ranking nacional de feminicídios. Segundo a parlamentar, é urgente a adoção de leis mais rígidas e penas que realmente intimidem os agressores.

De acordo com a parlamentar destacou que a maioria dos crimes ocorre mesmo após denúncias formais e concessão de medidas protetivas. Para ela, isso evidencia uma falha estrutural na legislação. “Quando analisamos os casos de feminicídio, percebemos que muitos já tinham histórico de violência. Quantas mulheres foram mortas mesmo com medida protetiva? Isso mostra que a lei não está resolvendo o problema”, afirmou.

A vereadora defendeu que autores de violência doméstica grave, tentativas de homicídio e agressões físicas permaneçam presos, como forma de evitar novos crimes. “Uma pessoa com processo por violência doméstica continua solta e reincidindo. O ideal seria manter esse agressor preso. Precisamos tratar crimes contra mulheres de forma diferente”, disse.

Manteli também ressaltou que o medo faz parte da rotina feminina. “Vivemos em um país, em um estado e em uma cidade onde temos medo de sermos mulheres. Somos mortas simplesmente por sermos mulheres”, declarou.

Além da violência doméstica, a parlamentar chamou atenção para a violência política de gênero, relatando que mulheres com mandato sofrem tratamento desigual. Ela citou um projeto de lei de sua autoria, em tramitação na Câmara Municipal, que cria uma política municipal de combate a esse tipo de violência. A vereadora lembrou ainda a recente cassação de um vereador em Mato Grosso por crime de violência política de gênero, classificando a decisão como um avanço institucional.

Para Katiuscia , embora a Lei Maria da Penha e a legislação do feminicídio representem conquistas importantes, os números mostram que elas precisam ser revistas e fortalecidas. “Os criminosos não têm medo. Eles respondem a processos, recebem medidas protetivas e continuam matando mulheres. Precisamos de penas que realmente amedrontem quem comete esse tipo de crime”, concluiu.

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