Ana Paula Figueiredo
Deputado rebate críticas, anuncia registro de ocorrência e afirma que falas sobre servidores foram tiradas de contexto
O deputado estadual Paulo Araújo (PP) rebateu, nesta quinta-feira (15), as críticas após a divulgação de um áudio gravado e vazado por um jornalista, envolvendo declarações sobre o governador e a relação do governo com os servidores públicos. Em entrevista ao site JotaB News, o parlamentar afirmou que a gravação foi feita de forma irregular e que o conteúdo divulgado não reflete a íntegra da conversa.
Segundo Araújo, o áudio original tem cerca de 30 minutos, mas apenas três minutos foram tornados públicos. Ele afirmou que o material divulgado foi editado e retirado de contexto, o que acabou gerando interpretações equivocadas.
No trecho vazado, o governador afirma que “98% da população não é servidor público” e que o governo precisa trabalhar “para toda a sociedade”, ao comentar comparações entre salários do funcionalismo e de outros setores. Em outro momento do áudio, é dito que o debate salarial deve estar associado à entrega de serviços à população.
Paulo Araújo afirmou que essas falas não representam desprezo pelos servidores públicos. “Eu sou servidor público e defendo a valorização da categoria. O que foi dito no áudio é que o Estado precisa atender toda a sociedade e que o servidor também precisa entregar resultado”, declarou.
O deputado criticou a prática de gravações sem autorização e afirmou que pretende registrar um boletim de ocorrência para que a legalidade do áudio seja apurada. Ele também fez questão de diferenciar jornalistas que atuam de forma ética daqueles que utilizam gravações clandestinas.
“Esse tipo de prática precisa ser reprimida. O jornalismo sério não pode ser confundido com gravações irregulares e divulgação de trechos editados”, afirmou.
Para Araújo, a polêmica criada em torno do áudio acabou desviando o foco do debate principal e gerando desgaste desnecessário. Segundo ele, a discussão sobre servidores públicos deve ocorrer de forma responsável, transparente e sem distorções.
“A controvérsia não está no conteúdo real da conversa, mas na forma como o áudio foi divulgado”, concluiu.
Veja o vídeo
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