Max Russi critica LOA ‘cautelosa demais’ e alerta que votação pode ficar para depois do Natal, ou só em 2026, VEJA O VÍDEO

· 2 min de leitura
JB News por Jota de Sá A discussão sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA) de Mato Grosso para 2026 ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (10), após declarações do deputado Max Russi, que voltou a criticar o formato apresentado pelo Governo do Estado e alertou para o risco de atraso na votação do projeto. O orçamento estimado para o próximo ano é de aproximadamente R$ 40,79 bilhões, porém parlamentares sustentam que o valor está subestimado em relação ao potencial real de arrecadação do Estado. Segundo deputados da base e da oposição, o Poder Executivo teria apresentado uma receita menor do que a prevista para o ano fiscal, o que reduziria automaticamente os repasses para os demais poderes e órgãos autônomos, como Judiciário, Ministério Público, Defensoria, TCE e a própria Assembleia. Essa manobra — se confirmada — pode impactar salários, investimentos e a execução de políticas públicas em 2026. Diante das suspeitas, a Assembleia Legislativa encaminhou solicitação formal ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que seja feita uma perícia técnica na projeção orçamentária do governo. O presidente do TCE garantiu que o órgão dará prioridade ao pedido e fará uma análise rigorosa dos números apresentados pelo Executivo. Durante solenidade na Escola Superior de Contas, nesta quarta-feira, Max Russi reforçou que a LOA segue em debate dentro da Comissão de Orçamento e que o secretário de Fazenda já prestou esclarecimentos à Casa. Mesmo assim, para ele, o orçamento permanece “cauteloso demais”, com margem limitada para expansão financeira. “O governo faz um orçamento cauteloso e potencial. Isso limita dados, limita ações dos poderes e investimentos. Essa estratégia vem se repetindo ano a ano”, criticou. O parlamentar também ressaltou que o projeto irá para pauta do plenário na próxima semana, mas lembrou que o instrumento de pedido de vista pode travar a votação a qualquer momento. Basta um deputado solicitar vistas para que o processo seja adiado, levando a apreciação para outra sessão. “Vista é prerrogativa. É um instrumento livre do Parlamento. Se um deputado pedir vista, a sessão é adiada. Se houver vista, já vamos para depois do Natal ou até para o início de 2026”, afirmou. Para Max Russi, o ideal é que o governo abra os números, permitindo ajustes e garantindo segurança jurídica para votação ainda este ano. Porém, o clima nos bastidores é de incerteza: ou o Executivo negocia mudanças, ou a LOA pode virar pauta de janeiro. A tensão deve se intensificar nos próximos dias, já que a votação da LOA costuma ser o último grande ato político do ano no Parlamento. Caso não avance, Mato Grosso pode iniciar 2026 com o orçamento provisório, ampliando o desgaste entre Legislativo e Executivo. Veja [playlist type="video" ids="365811,365417"]