Mauro Mendes chama denúncia de Pedro Taques de “golpe eleitoral”, diz que ex-governador fez “gincana jurídica” por likes e promete cobrar “caro” na Justiça por acusações no caso Oi,VEJA O VÍDEO

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JB News por Jota de Sá A denúncia apresentada pelo ex-governador Pedro Taques ao Ministério Público Federal e a outros órgãos de controle, envolvendo o pagamento de R$ 308 milhões (citado nas redes e em reportagens) relacionado a um acordo do Governo de Mato Grosso com a Oi, escalou para um embate direto com o governador Mauro Mendes nesta segunda-feira (2), com troca pública de acusações e promessa de judicialização pesada. Taques atribui irregularidades ao acordo e sustenta que a movimentação financeira teria beneficiado estruturas privadas ligadas a pessoas do entorno político do governo estadual. Mauro Mendes, por sua vez, reagiu com dureza, classificou a ofensiva como mentira, “má-fé processual” e um “golpe eleitoral”, afirmou que a Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso agiu com segurança jurídica e anunciou que já está processando o ex-governador, dizendo que ele “vai pagar caro” pelas acusações.  O pano de fundo é uma disputa antiga envolvendo créditos e decisões judiciais a partir de uma execução fiscal contra a Oi iniciada ainda em 2009, com desdobramentos posteriores em instâncias superiores e repercussão após mudanças de entendimento no STF sobre a base de cobrança de ICMS, segundo reconstrução do caso apresentada em reportagens nacionais. Nesse contexto, a controvérsia mais recente se concentra em um acordo formalizado em abril de 2024, no âmbito de um mecanismo de autocomposição do próprio Estado (Consenso/MT), que resultou no pagamento de R$ 308 milhões — valor apontado como fruto de negociação de uma dívida maior. A narrativa dos críticos do acordo sustenta que a transação se deu sob sigilos (administrativo e judicial) e que os recursos teriam percorrido uma rota financeira por fundos e estruturas de mercado, com alegadas conexões empresariais envolvendo familiares e aliados políticos. Já o governo afirma que o acordo foi legal, vantajoso e respaldado pelas áreas técnicas e jurídicas.  Nas últimas semanas, Taques intensificou o tema em vídeos e publicações, afirmando ter documentos e apontando nomes que, segundo ele, estariam no entorno político do governador. Entre os citados na disputa pública e nas repercussões do caso aparecem o ex-senador Cidinho Santos e o deputado federal licenciado **Fábio Garcia, além de menções a fundos e gestores que teriam operado a cadeia de repasses, como Royal Capital e Lotte Word, em versões reportadas por diferentes veículos. Importante: essas ligações, quando citadas, aparecem como suspeitas e alegações em ações e representações, não como conclusões definitivas de investigação, e o caso tem sido objeto de pedidos de apuração e cobrança de esclarecimentos por parlamentares.  A temperatura política subiu quando Mauro Mendes decidiu enfrentar a denúncia no microfone, em meio à repercussão local. O governador acusou Taques de mentir e agir por interesses eleitorais, afirmando que a iniciativa não tem “lastro” e que a Procuradoria do Estado está segura de cada ato praticado. Em tom de ataque pessoal, Mauro atribuiu a ofensiva a inveja e disse que o ex-governador estaria tentando “revestir de credibilidade” algo que, segundo ele, não tem, usando o Judiciário como palco para ganhar engajamento. A expressão que viralizou veio na sequência: Mauro afirmou que Taques fez uma “verdadeira gincana jurídica”, com “alta má-fé”, para induzir a população e buscar “likes e curtidas”.  Na mesma fala, o governador afirmou que já ingressou com medidas judiciais e que as acusações não se limitariam ao campo político, mas atingem sua família e seu filho, motivo pelo qual, segundo ele, a resposta será também patrimonial. Mauro Mendes disse esperar que Taques tenha patrimônio, porque “vai pagar caro” pelo que chamou de mentiras, reforçando que não permitirá que o episódio se transforme em “golpe eleitoral” em Mato Grosso.  Do outro lado, Taques sustenta que sua atuação se dá por meio de peças formais e representações, e que o caso deve ser investigado por instâncias federais e órgãos reguladores. Reportagem nacional descreve que, além da atuação política e do barulho nas redes, foram encaminhadas representações a órgãos como PGR, CVM, CNJ, TCE e à própria Assembleia, além de movimentação judicial envolvendo ação popular e questionamentos sobre a tramitação e o sigilo do acordo. Esse conjunto de medidas é usado por Taques para defender que não se trata apenas de discurso, mas de um contencioso que, segundo ele, tem base documental e precisa de investigação independente.  No plano institucional, a reação do governo também ganhou contorno formal. O Diário de Cuiabá noticiou que a PGE interpelou judicialmente Pedro Taques por declarações e vídeos reiterados em redes sociais, nos quais ele afirma haver irregularidades, dano ao erário e crimes relacionados ao acordo com a Oi. A interpelação, conforme a reportagem, busca que Taques esclareça e sustente as acusações, citando que as imputações atingem a imagem institucional da Procuradoria e a honra de agentes públicos, além de detalhar o contexto do acordo no Consenso/MT e o processo específico associado à execução fiscal.  A disputa também se alimenta do fato de o caso ter virado munição para pressão política dentro da Assembleia. Parlamentares da oposição e até figuras que já cobraram explicações anteriormente reforçaram pedidos de apuração, questionando a razão do segredo de Justiça e do sigilo administrativo, e apontando que as respostas a requerimentos não avançaram na velocidade esperada. Há registros de cobranças públicas por esclarecimentos sobre como o pagamento foi operacionalizado e por que os recursos teriam seguido determinado caminho financeiro — pontos que, para os críticos, exigem transparência total; para o governo, seriam parte de uma solução jurídica de encerramento de litígio, sem ilegalidade.  No centro do confronto está um choque de narrativas que tem tudo para se tornar um dos temas mais explosivos do pré-pleito em Mato Grosso: de um lado, Pedro Taques tenta enquadrar o caso como escândalo e desvio de recursos sob uma engrenagem financeira “nebulosa”; do outro, Mauro Mendes reage dizendo que há uma tentativa deliberada de fraude narrativa — um “golpe eleitoral” sustentado, segundo ele, por “má-fé processual” e pela busca de curtidas. Com as representações citadas em reportagens, o acionamento judicial da PGE e a promessa de processos por danos morais e materiais, a tendência é que o episódio avance simultaneamente em [playlist type="video" ids="375050"] três frentes: a política, a judicial e a da opinião pública, onde os dois lados já travam uma guerra aberta por credibilidade.  Veja: