Marido morto após matar professora em Cuiabá seguia para a casa da filha para cometer segundo feminicídio

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JB News por Nayara Cristina INTERCEPTADO A madrugada e o início da manhã desta segunda-feira foram marcados por uma tragédia que abalou moradores de Cuiabá. A professora Luciene Naves Correia, de 51 anos, foi brutalmente assassinada a tiros pelo ex-marido, Paulo Neves Bispo, de 61 anos, por volta das 7h15, na Rua 14, na Capital. O crime é tratado como feminicídio. De acordo com informações do boletim de ocorrência da Polícia Militar, uma guarnição foi acionada após a denúncia de que uma mulher havia sido morta a tiros pelo ex-companheiro. Durante o deslocamento da equipe, os policiais receberam a informação de que o suspeito havia fugido em direção ao bairro Liberdade. Segundo relatos, após executar a ex-esposa, Paulo teria seguido armado e, conforme apurado preliminarmente, existia a suspeita de que ele pretendia se dirigir até a residência da filha, em um bairro próximo, com a intenção de cometer um novo crime. Durante a fuga, ele se deparou com um policial militar à paisana. Houve troca de tiros e o suspeito acabou sendo baleado. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e constatou a morte de Paulo ainda no local. Já a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou os procedimentos tanto na cena do assassinato da professora quanto no ponto onde o suspeito foi atingido. A arma de fogo utilizada no crime foi apreendida. Nas redes sociais, a comoção tomou conta de amigos, familiares e colegas de profissão. Pessoas que afirmam conviver com Luciene há mais de 22 anos a descreveram como uma mulher íntegra, dedicada à família e à profissão, além de uma mãe amorosa e amiga leal. Segundo relatos, ela teria se separado do ex-marido após não suportar mais episódios de agressões e já possuía medidas protetivas contra ele. A revolta e a dor se misturaram nas manifestações públicas, especialmente diante da constatação de que, mesmo amparada judicialmente, ela não foi protegida da violência que acabou tirando sua vida. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá aprofundar as circunstâncias do crime, incluindo o histórico de violência doméstica e o cumprimento das medidas protetivas. A tragédia reacende o debate sobre a efetividade dos mecanismos de proteção às mulheres vítimas de violência e expõe, mais uma vez, a face cruel do feminicídio em Mato Grosso.