“Já matou duas vezes e estava solto”, diz Mauro Mendes em vídeo após atropelamento e morte de idosa em VG, e critica leis penais frouxas no Brasil, VEJA

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Foto e texto JB News Da Redação REFLEXO DAS LEIS O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, fez um dos mais duros pronunciamentos de seu mandato ao comentar o atropelamento que matou a idosa Ilmis Delmis Mendes, de 71 anos, ocorrido na  última terça-feira, 20 de janeiro de 2026, na Avenida da Feb, em Várzea Grande. Em áudio e vídeo divulgados nas redes sociais, o chefe do Executivo estadual demonstrou indignação e revolta ao tratar do caso, apontando falhas graves na legislação penal brasileira e afirmando que o país vive um cenário em que “o criminoso perdeu o medo da lei”. A vítima foi atropelada por um veículo conduzido pelo advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 68 anos, preso pela Polícia Civil por homicídio doloso na modalidade de dolo eventual, quando o autor assume o risco de matar. O crime causou forte comoção social não apenas pela brutalidade do atropelamento, mas principalmente pelo histórico criminal do acusado, que já acumula diversas condenações, incluindo dois homicídios, entre eles a morte de um delegado no Rio de Janeiro e da ex-amante. No vídeo divulgado, Mauro Mendes foi incisivo ao expor seu inconformismo. “Esse cidadão já matou duas vezes, cumpriu pouco mais de quatro anos de prisão e estava solto. E agora uma senhora perde a vida. Isso não é aceitável”, declarou o governador. Para ele, o caso escancara a falência de um sistema que prende, mas devolve rapidamente à sociedade indivíduos que já demonstraram não respeitar a vida humana. Em vídeo, o governador reforçou que a tragédia em Várzea Grande não é um episódio isolado, mas um reflexo do que acontece em todo o país. “O que nós estamos vendo é um retrato do Brasil. Um país onde o criminoso não tem mais medo da lei. Prender não adianta se a legislação permite que quem já matou volte para a rua em pouco tempo”, afirmou. Mauro Mendes destacou que Mato Grosso tem feito sua parte no enfrentamento à criminalidade, com investimentos recordes em segurança pública, incluindo novas viaturas, armamentos modernos, tecnologia, inteligência policial e contratação de novos agentes. Segundo ele, não há omissão do Estado. “Aqui, o bandido é enfrentado. A polícia prende, investiga e entrega para a Justiça. O problema não está na polícia, está na lei”, frisou. No desabafo, o governador afirmou que condenações perdem o sentido quando as penas se tornam irrisórias diante da gravidade dos crimes. “Condenar não adianta se a pena vira quase nada. Prender não adianta se a lei solta. O que precisa mudar é a legislação”, disse, acrescentando que criminosos reincidentes, especialmente autores de crimes contra a vida, deveriam permanecer presos para proteger a sociedade. Mauro Mendes também direcionou suas críticas ao Congresso Nacional, afirmando que apenas Brasília pode promover a mudança estrutural necessária. “Existe um problema que só o Congresso pode resolver. É endurecer leis frouxas que soltam quem já provou que não pode viver em sociedade. A mudança real não é no policial, é na lei”, declarou. O governador concluiu dizendo que mortes como a de Ilmis Delmis Mendes poderiam ser evitadas se o país adotasse uma legislação mais rigorosa e eficaz. Para ele, enquanto a lei continuar permitindo a rápida soltura de criminosos reincidentes, tragédias semelhantes continuarão a se repetir. O caso segue sob investigação e se tornou símbolo de um debate sobre impunidade, reincidência criminal e a urgência de mudanças profundas no sistema penal brasileiro. Veja : [playlist type="video" ids="373596"]