Por Emerson Teixeira
Uma operação da Polícia Militar realizada na noite desta sexta-feira (5) resultou no resgate de um homem de 30 anos que era mantido em cárcere privado e submetido a sessões de tortura dentro de um imóvel que funcionava como prostíbulo em Aripuanã, município localizado a mais de mil quilômetros de Cuiabá. Dois suspeitos, de 22 e 26 anos, foram presos em flagrante durante a ação.
A ocorrência foi registrada no âmbito da Operação Tolerância Zero, desencadeada após uma denúncia informar que integrantes de uma organização criminosa estariam mantendo uma pessoa em cativeiro em uma antiga boate situada em frente à Igreja Cristã do Brasil.
Ao chegarem ao endereço indicado, os policiais encontraram a vítima amarrada e apresentando diversas lesões pelo corpo. Segundo informações da Polícia Militar, os dois suspeitos detidos estavam no local e seriam responsáveis pelas agressões praticadas contra o homem.
Durante a abordagem, os militares constataram uma situação ainda mais grave. Conforme registrado na ocorrência, os suspeitos realizavam uma videochamada com outros integrantes da facção criminosa. Durante a conversa, os policiais ouviram ameaças de morte direcionadas à vítima, reforçando a suspeita de que ela poderia ser executada caso não houvesse a intervenção das forças de segurança.
Após ser libertado, o homem relatou que havia ido ao estabelecimento para consumir bebidas alcoólicas quando foi surpreendido pelos criminosos. Ele afirmou ter sido rendido, amarrado e mantido sob constante violência física e psicológica. Segundo seu depoimento, os agressores diziam repetidamente que ele não deixaria o local com vida.
No momento da prisão, um dos suspeitos tentou resistir à ação policial e investiu contra os militares, sendo necessário o uso moderado da força para garantir a contenção e a segurança da equipe. Equipes de apoio foram acionadas para auxiliar na retirada da vítima e na condução dos envolvidos.
Durante as buscas realizadas no imóvel, os policiais apreenderam porções de substâncias análogas à maconha e à cocaína, além de objetos que teriam sido utilizados durante as agressões, entre eles um alicate e um canivete. Três aparelhos celulares também foram recolhidos e poderão auxiliar no aprofundamento das investigações.
A vítima recebeu atendimento e foi colocada em segurança. Já os suspeitos foram encaminhados para avaliação médica e posteriormente entregues à Polícia Civil, responsável pela continuidade das investigações.
Inicialmente, os dois homens deverão responder pelos crimes de sequestro, cárcere privado, tortura, associação criminosa e tráfico de drogas. A Polícia Civil apura agora a participação de outros integrantes da facção que teriam acompanhado as agressões por videochamada e feito ameaças de execução contra a vítima.
O caso segue em investigação e não está descartada a realização de novas diligências para identificar e prender outros envolvidos no crime.
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