Dilmar Dal Bosco vence queda de braço com Botelho e assume comando da CCJR na Assembleia, VEJA OS NOMES

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JB News por Nayara Cristina A disputa interna pela presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso terminou com a consolidação do nome do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União) no comando do colegiado mais estratégico do Parlamento. Após dias de tensão, troca de acusações públicas e ameaças de rompimento partidário, o líder do governo saiu vitorioso da queda de braço travada com o deputado Eduardo Botelho. A crise ganhou contornos públicos depois que Botelho acusou Dal Bosco de agir de forma não republicana e de descumprir acordos previamente firmados entre os dois para divisão de espaços nas principais comissões permanentes da Casa. Segundo Botelho, seu nome estaria consolidado para assumir a CCJR, mas, de última hora, Dal Bosco teria alterado a composição e viabilizado sua própria indicação à presidência do colegiado. Nos bastidores, o clima foi de forte tensão. Houve relatos de discussões acaloradas, críticas diretas e até ameaças de saída partidária. A CCJR é considerada a comissão mais importante da Assembleia, responsável por analisar a constitucionalidade, legalidade e técnica legislativa de todos os projetos que tramitam na Casa antes de seguirem para votação em plenário. Controlar sua presidência significa exercer influência direta sobre o ritmo e o filtro das matérias legislativas. Ao final das articulações, prevaleceu a força política de Dal Bosco, que além de assumir a presidência, consolidou uma composição alinhada ao bloco governista. A vice-presidência ficou com Diego Guimarães (Republicanos). Como membros titulares foram definidos Júlio Campos (União Brasil), Thiago Silva (MDB) e Chico Guarnieri. Já na suplência ficaram Sebastião Rezende (União), Paulo Araújo (PP), Wilson Santos (PSD), Janaína Riva (MDB) e Doutor Eugênio (PSB). Botelho, que disputava o comando da comissão, acabou ficando fora da composição final. O presidente da Assembleia, Max Russi, afirmou que a definição das comissões é prerrogativa exclusiva dos líderes partidários e dos blocos parlamentares. Segundo ele, a presidência do Legislativo não interfere na escolha dos nomes nem na formação dos colegiados. “Essa é uma atribuição das lideranças. A Mesa Diretora não participa desse processo”, declarou. Nos corredores da Casa, a leitura é de que Dal Bosco saiu politicamente fortalecido do embate, consolidando sua posição como principal articulador governista no Parlamento. Já Botelho, apesar da derrota na disputa específica pela CCJR, mantém influência interna e deve seguir atuando nas articulações políticas da Casa. Com a nova composição definida, a CCJR inicia os trabalhos sob o comando de Dal Bosco em um momento de pautas estratégicas e projetos de impacto para o Estado. A forma como a comissão conduzirá matérias sensíveis poderá refletir diretamente no equilíbrio político entre governo e oposição ao longo do ano legislativo.