Delegado não descarta novas prisões em investigação sobre morte de policial penal em Várzea Grande

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JB News por Nayara Cristina A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa segue aprofundando as investigações sobre o assassinato do policial penal José Arlindo da Cunha, de 55 anos, morto em novembro de 2025, em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. O delegado Caio Albuquerque, responsável pelo inquérito, afirmou que ainda há pessoas sob apuração e que novas prisões não estão descartadas nos próximos dias. Segundo o delegado, o trabalho investigativo permanece em andamento e avança sobre a identificação de todos os envolvidos no crime, tanto os que participaram diretamente da ação quanto aqueles que possam ter dado apoio antes ou depois do homicídio. A Polícia Civil já efetuou cinco prisões temporárias relacionadas ao caso, após reunir elementos que indicam a participação dos suspeitos em diferentes níveis. Entre os investigados presos estão Wanderson Costa Lazarini, Lucas Lima, Valdeir Rodrigues Bandeira, de 35 anos, Mikael Luan Rodrigues Figueiredo, de 29, e Jefferson da Silva Campos, de 25 anos. Um sexto homem, apontado como participante das agressões, morreu durante a ocorrência após ser baleado pelo próprio policial penal, que reagiu em legítima defesa. As apurações indicam que o crime ocorreu de maneira repentina, após uma discussão. De acordo com a DHPP, não há indícios de que o homicídio tenha sido planejado previamente nem que tenha relação direta com a função exercida pela vítima no sistema prisional. A linha de investigação aponta que o fato de o policial estar armado teria motivado o desentendimento que antecedeu o ataque. No dia do crime, o grupo foi até a residência de José Arlindo, o chamou no portão e, em seguida, ele foi atingido por disparos e agredido fisicamente, não resistindo aos ferimentos. Após a ação, os suspeitos fugiram do local levando a arma do policial, que acabou sendo localizada no dia seguinte em uma área de mata no bairro Santa Isabel, em Várzea Grande. A Polícia Civil reforça que o inquérito segue em curso e que outras pessoas ainda podem ser responsabilizadas. Conforme destacou o delegado Caio Albuquerque, o trabalho agora se concentra na consolidação das provas e no aprofundamento das diligências, o que pode resultar em novas prisões a qualquer momento.