Segundo a acusação, o assassinato foi friamente planejado por Romero, que teria articulado a execução com o irmão, Rodrigo, mediante promessa de pagamento. A dinâmica criminosa, conforme sustentado em plenário, evidenciou a premeditação e a crueldade do ato, circunstâncias que pesaram decisivamente na convicção dos jurados e na fixação das penas máximas.
Após a leitura da sentença, o deputado Gilberto Catani externou publicamente seu sentimento. Em declaração emocionada, afirmou que fica a sensação de que, agora, os autores “pagarão um pouco pelo que fizeram”. Segundo ele, o que mais conforta não é ver os réus condenados, mas sim a efetivação da Justiça. Catani também fez questão de enaltecer o trabalho de todos os envolvidos no julgamento, destacando a atuação da magistrada, do Ministério Público, da defesa e dos demais membros que participaram do júri, a quem classificou como “espetaculares em suas funções”.
Raquel Catani foi assassinada a facadas em 18 de junho de 2024, em sua casa, localizada na zona rural de Nova Mutum. O caso mobilizou forças de segurança desde as primeiras horas após a descoberta do crime. O delegado Guilherme Pompeu Pimenta Negri, responsável pela condução das investigações, afirmou que, assim que a Polícia Civil tomou conhecimento da suspeita de feminicídio, equipes foram imediatamente mobilizadas para apurar os fatos, colher provas e identificar os responsáveis.
Com o encerramento do julgamento, os dois réus permanecem presos, condição que já se mantinha desde as prisões preventivas decretadas no curso da investigação. A condenação põe fim a um dos casos criminais mais emblemáticos do estado nos últimos anos e reforça a resposta do Judiciário aos crimes de feminicídio, especialmente aqueles marcados por extrema violência e premeditação.