JB News
Da Redação
A movimentação política no Vale do Araguaia ganhou força durante a passagem da comitiva do governador Mauro Mendes, que percorreu a região na quinta e sexta-feira para inauguração e entrega de obras estruturantes, lançamento de novos investimentos e assinatura de convênios. A agenda incluiu a inauguração de estradas, duplicações de rodovias, recuperação de vias, entrega de escolas, além de obras de infraestrutura que ampliam a ligação do Araguaia com a capital Cuiabá e fortalecem o desenvolvimento regional.
Liderada pelo próprio governador Mauro Mendes, a comitiva contou com a presença do vice-governador Otaviano Pivetta, do chefe da Casa Civil Fábio Garcia, do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, e de outros parlamentares. Em meio às entregas e anúncios oficiais, prefeitos da região aproveitaram o ambiente político para se posicionar de forma clara em defesa de uma candidatura forte do Podemos ao Governo do Estado nas eleições de 2026, citando Max Russi como um dos nomes mais lembrados e com reconhecida capacidade administrativa para comandar Mato Grosso.
O apoio ganhou ainda mais visibilidade com a declaração do prefeito de Pontal do Araguaia, Adelcino Lopo, que confirmou sua filiação ao Podemos no próximo dia 20 de fevereiro e afirmou que acompanhará Max Russi na construção do novo partido no estado. Segundo ele, Max reúne experiência política, preparo administrativo e capacidade de diálogo com os municípios, características que o colocam como um nome natural para liderar um projeto estadual. Adelcino destacou ainda que outros prefeitos do Araguaia devem seguir o mesmo caminho.
A expectativa é de que cerca de 20 prefeitos migrem para o Podemos sob a liderança de Max Russi, fortalecendo significativamente a legenda e redesenhando o mapa político de Mato Grosso. Esse movimento provoca impacto direto no PSB, que perde praticamente toda a sua base municipal no Araguaia após a saída de Max, até então principal articulador político do partido. A sigla passa agora a ser comandada pelo ex-governador, ex-senador e ex-procurador-geral da República Pedro Taques, que assume o desafio de reconstruir o partido em um curto espaço de tempo, às vésperas do processo eleitoral de 2026.
Mesmo diante da pressão política crescente, Max Russi mantém um discurso de cautela. Em entrevistas à imprensa local, o presidente da Assembleia afirmou receber com satisfação as manifestações de apoio, mas ponderou que o momento ainda é de organização partidária. “Ser lembrado pelos prefeitos e vereadores é importante e mostra que o nosso trabalho tem dado resultado, mas este ainda é um período de conjecturas. A prioridade agora é construir chapas fortes para deputado estadual e deputado federal”, afirmou.
Durante solenidade em Barra do Garças, Max Russi foi homenageado por indígenas da etnia Xavante, além de receber reconhecimento de lideranças políticas e comunitárias. Na ocasião, destacou os investimentos destinados ao município, como convênios para micro-revestimento de vias urbanas, melhorias em escolas — inclusive indígenas — e obras que impactam diretamente a qualidade de vida da população do Araguaia.
O deputado também reforçou sua ligação histórica com a região, onde obteve expressivas votações nas últimas eleições. “Sempre que o Araguaia precisa, coloco meu mandato à disposição para trabalhar junto com o governo e transformar convênios em obras, entregas e ações que chegam na ponta e melhoram a vida das pessoas”, afirmou.
No campo partidário, Max confirmou que o Podemos trabalha na montagem de uma chapa competitiva de deputados estaduais e federais, atraindo prefeitos, vice-prefeitos e vereadores de diversas regiões. Apesar de afastar, por ora, qualquer definição sobre candidatura majoritária, o presidente da Assembleia reconhece que o debate existe e que uma eventual candidatura sua ao Governo do Estado teria impacto direto no cenário político estadual.
Nos bastidores, a avaliação é de que o Araguaia já se posicionou politicamente: quer protagonismo do Podemos em 2026 e vê em Max Russi um nome preparado, com experiência administrativa e força política para liderar esse projeto. Ao mesmo tempo, o PSB enfrenta um processo de esvaziamento que impõe dificuldades imediatas à nova direção comandada por Pedro Taques
Veja :
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