Capitão da PM é afastado após denúncia de agressão contra corretora em Várzea Grande

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JB News por Nayara Cristina Um capitão da Polícia Militar, identificado como Hugo Rafael Carvalho Nascimento, foi afastado do cargo após passar a ser investigado por suspeita de ameaçar e agredir uma corretora de imóveis de 27 anos, no bairro Costa Verde, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. O caso, que teria ocorrido no último sábado (7), por volta das 19h, ganhou repercussão após o registro de boletim de ocorrência e a divulgação de imagens de câmera de segurança. Segundo a apuração, o ataque teria ocorrido após um desentendimento envolvendo um contrato de aluguel intermediado pela vítima. De acordo com o relato da corretora à polícia, ela foi alvo de ameaças, agressões físicas e tentativas de extorsão dentro de sua própria residência. Imagens do sistema de monitoramento mostram um homem entrando no imóvel; a vítima afirma que se trata do capitão da PM. Ela também apresentou marcas que, segundo diz, seriam decorrentes das agressões. Em nota oficial, a Polícia Militar de Mato Grosso informou que, na terça-feira, instaurou um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar os fatos e que o oficial foi afastado das atividades operacionais. A corporação ressaltou que não compactua com qualquer forma de violência ou crime praticado por seus integrantes e que acompanha de perto o andamento do caso por meio da Corregedoria. O capitão, por sua vez, nega as acusações e afirma ter registrado boletim de ocorrência contra a corretora e o marido dela. Segundo o registro feito pelo policial, o casal é suspeito de aplicar golpes envolvendo contratos de aluguel, inclusive em um episódio no qual o valor da locação teria sido desviado para a conta dos dois sem autorização do proprietário do imóvel. O PM sustenta ainda que existem outros boletins de ocorrência contra o casal por crimes semelhantes. A investigação criminal está sob responsabilidade da Polícia Civil de Mato Grosso e, conforme informado, o avanço do inquérito depende da representação formal da vítima. O episódio reacende o debate sobre a conduta de agentes de segurança pública — sem generalizações, já que a própria corporação destaca que se trata de um caso isolado — e reforça a necessidade de rigor na apuração quando há suspeita de abuso ou violência envolvendo membros das forças policiais.