JB News
Por Emerson Teixeira
A morte da estudante de Direito Valéria Araújo Corrêa, de 28 anos, provocou forte comoção em Tangará da Serra e repercutiu em todo Mato Grosso pela crueldade do crime registrado na noite desta quarta-feira (6). A jovem foi encontrada sem vida dentro da quitinete onde morava, no bairro Jardim Itália, em uma cena descrita pela polícia como extremamente violenta.
Segundo as informações iniciais apuradas pelas forças de segurança, familiares estranharam o desaparecimento e a falta de contato de Valéria ao longo do dia. Preocupados, acionaram um amigo próximo da família para verificar a situação. Ao chegar ao imóvel, ele encontrou a residência fechada e, diante da ausência de respostas, precisou forçar a entrada.
Dentro do quarto, a estudante foi localizada caída no chão, já sem sinais vitais. Conforme relatos da Polícia Militar, Valéria apresentava diversas perfurações provocadas por arma branca. O corpo estava enrolado em lençóis e cobertores, com o rosto coberto, além de mãos e pés amarrados, o que reforçou a suspeita de que ela tenha sido dominada antes da execução.
A brutalidade da cena impressionou até mesmo os policiais que atenderam a ocorrência. O sargento Admilson, da PM de Tangará da Serra, afirmou que os indícios encontrados apontam para um crime cometido com elevado grau de violência. A forma como a vítima foi deixada no local levantou a hipótese de que o autor tenha tentado dificultar a visualização imediata do corpo após o assassinato.
Durante a análise preliminar da residência, os investigadores também constataram o desaparecimento de alguns objetos pessoais da estudante, entre eles o celular, um tablet e a bicicleta utilizada por ela no dia a dia. A polícia agora trabalha para identificar se o crime teve motivação patrimonial ou se os itens foram levados apenas para despistar as investigações.
Valéria Araújo Corrêa era estudante de Direito e bastante conhecida entre colegas e amigos em Tangará da Serra. Nas redes sociais, dezenas de mensagens lamentaram a morte precoce da jovem e cobraram rapidez na identificação do autor do crime. A repercussão do caso aumentou ainda mais diante da violência empregada contra a vítima.
A Polícia Civil abriu inquérito e trata o caso como homicídio doloso. Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no imóvel realizando os levantamentos técnicos que devem ajudar na reconstrução da dinâmica do assassinato. Até o momento, nenhum suspeito havia sido preso.
Os investigadores analisam imagens de câmeras de segurança da região, além dos últimos contatos feitos pela estudante antes do crime. A expectativa é que os próximos dias sejam decisivos para esclarecer a autoria e a motivação do homicídio que abalou a população de Tangará da Serra.