Acusado de atropelar e matar idosa na Avenida da FEB é indiciado por homicídio doloso e já tem duas condenações por assassinato,VEJA VÍDEOS

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JB News por Nayara Cristina Foro Emerson Teixeira JB News A Polícia Civil prendeu Paulo Roberto Gomes dos Santos, de 68 anos, e o indiciou por homicídio doloso na modalidade de dolo eventual pelo atropelamento que resultou na morte da idosa Ilmis Dalmes Mendes, de 71 anos, ocorrido na manhã desta terça-feira, 20 de janeiro de 2026, na Avenida da FEB, em Várzea Grande. O caso causou grande comoção não apenas pela brutalidade do fato, mas também pelo extenso histórico criminal do acusado, que já possui duas condenações por homicídio, incluindo o assassinato de um delegado no Rio de Janeiro e a morte de uma ex-amante e de um amante. De acordo com a investigação, Paulo Roberto conduzia uma caminhonete Fiat Toro branca, modelo 2024, em alta velocidade no sentido Cuiabá–Várzea Grande, quando atingiu a vítima no momento em que ela atravessava a via, nas proximidades do bairro Ponte Nova, próximo ao estabelecimento Ariel Veículos. Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia mostram que a idosa estava a poucos centímetros de concluir a travessia, em local com pleno campo de visão, faixas livres e condições que permitiriam ao motorista frear, reduzir a velocidade ou desviar, o que não ocorreu. Após o atropelamento, o condutor não parou para prestar socorro e seguiu viagem por quase três quilômetros, só retornando ao local após ser perseguido por populares, segundo a Polícia Civil. Para o delegado responsável pelo caso, Christian Gabriel, a conduta demonstra desprezo pela vida humana. Ele afirmou que, diante das circunstâncias observadas nas imagens, ficou claro que o motorista, no mínimo, assumiu o risco de matar, razão pela qual o enquadramento foi feito como homicídio doloso por dolo eventual, previsto no artigo 121 do Código Penal. Durante o interrogatório na delegacia, Paulo Roberto negou ter atropelado a idosa e apresentou uma versão completamente diferente dos fatos. Advertido de seu direito ao silêncio e das consequências legais de suas declarações, ele afirmou que não percebeu o atropelamento. Segundo o acusado, “não fui eu que atropelei, foi o corpo dela que bateu no meu carro”. Na visão dele, a vítima teria colidido com a lateral esquerda do veículo, próximo ao retrovisor do motorista. Ainda em depoimento, Paulo relatou que estava passando mal momentos antes do ocorrido. Disse que seguia pela Avenida da FEB desde cedo com forte dor de cabeça e que, cerca de 200 metros antes, sentiu uma intensa ânsia de vômito, motivo pelo qual abriu a janela do carro para vomitar. “Eu vi apenas um vulto passando”, declarou. Ele afirmou que acreditou ter sido apenas um impacto lateral e que não teve consciência de que havia atropelado uma pessoa, chegando a responsabilizar a própria vítima pelo ocorrido. A Polícia Civil, no entanto, contesta essa versão. Para o delegado Christian Gabriel, as imagens e os vestígios no local são claros ao demonstrar que a vítima foi atropelada frontalmente, sem qualquer tentativa de frenagem ou manobra evasiva por parte do condutor. Além disso, o fato de o motorista não ter parado imediatamente reforça, segundo a autoridade policial, a indiferença e a ausência de arrependimento diante do resultado fatal. VEJA : [playlist type="video" ids="372962"] As investigações também confirmaram que a idosa foi atingida duas vezes. Após o primeiro atropelamento, provocado pela Fiat Toro, o corpo foi lançado para a pista contrária, onde acabou sendo atingido por um segundo veículo que trafegava no sentido Várzea Grande–Cuiabá. Esse segundo condutor foi ouvido e liberado, pois a perícia concluiu que ele não teve condições de evitar o impacto, não havendo indícios de negligência, imprudência ou imperícia. Sobre o passado criminal do acusado, o delegado confirmou que Paulo Roberto possui antecedentes considerados graves, com envolvimento direto em dois homicídios. Embora esses fatos não tenham influenciado a prisão em flagrante, eles devem pesar na decisão judicial sobre eventual liberdade provisória, fiança e, futuramente, na dosimetria da pena, caso ele venha a ser condenado pelo crime ocorrido na Avenida da FEB. O caso reacende o alerta sobre a periculosidade da Avenida da FEB, considerada um dos trechos mais letais do trânsito em Várzea Grande. Segundo a Polícia Civil, a via possui poucos pontos de travessia segura e segue sendo palco frequente de atropelamentos graves e mortes, o que exige medidas urgentes por parte do poder público para proteger pedestres e reduzir a violência no trânsito. VEJA O DEPOIMENTO : [playlist type="video" ids="372964"]