Abílio Brunini confirma compromisso com Medeiros, é Mauro e que ficará neutro na disputa entre Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta pelo governo de Mato Grosso

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ENTRE PARTIDO E AMIZADE JB News por Nayara Cristina A possível divisão do campo da direita na sucessão ao governo de Mato Grosso em 2026 já provoca movimentos cautelosos entre lideranças políticas do estado. Diante da consolidação de duas pré-candidaturas fortes no mesmo espectro ideológico — a do senador Wellington Fagundes (PL) e a do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) — o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, afirmou que pretende manter neutralidade na disputa pelo Palácio Paiaguás. A declaração foi feita nesta quarta-feira durante um evento da Prefeitura da capital. Questionado sobre qual lado deverá apoiar na eleição estadual, o prefeito afirmou que a decisão é delicada e envolve tanto compromissos partidários quanto relações pessoais. Segundo Abílio, a tendência é que ele não suba em palanque de nenhum dos dois candidatos ao governo. O prefeito explicou que possui proximidade política e pessoal com ambos e que prefere não transformar essa relação em um conflito público durante a campanha. “Eu tenho uma grande amizade com o Pivetta e também uma relação partidária com o Wellington. Eu gosto dos dois, torço pelos dois e acredito que qualquer um que vença a eleição pode contribuir para o desenvolvimento do estado”, afirmou. Abílio ressaltou que, no caso de Wellington, existe um vínculo partidário direto, já que ambos integram o mesmo grupo político no PL. Ao mesmo tempo, destacou que mantém uma amizade pessoal próxima com Pivetta, o que torna difícil tomar partido. “Não vou cometer uma infidelidade partidária, mas também não vou cometer uma injustiça de jogar contra um amigo pessoal”, declarou. Durante a conversa com jornalistas, o prefeito também avaliou o perfil político dos dois possíveis concorrentes ao governo. Para ele, Pivetta representa um perfil mais técnico e voltado à gestão pública, enquanto Wellington possui maior atuação na articulação política. “Entendo que o Pivetta é um político muito voltado à gestão, a resultados e indicadores. Já o Wellington tem uma atuação muito mais voltada à classe política e à articulação”, analisou. Mesmo mantendo neutralidade na disputa estadual, Abílio deixou claro que terá atuação ativa na eleição para o Senado. O prefeito afirmou que seu principal compromisso político será trabalhar pela candidatura do deputado federal José Medeiros ao Senado e também apoiar a reeleição do governador Mauro Mendes à mesma Casa Legislativa. Segundo ele, esse posicionamento já está definido dentro de seu projeto político e partidário. “Meu compromisso partidário é trabalhar pela pré-candidatura do José Medeiros ao Senado. Esse é o projeto que vou defender”, pontuou. Abílio também comentou que a situação vivida em Mato Grosso não é isolada e ocorre em outros estados do país, onde diferentes lideranças do mesmo campo político se colocam como alternativas eleitorais. Para o prefeito, a existência de mais de um candidato dentro da direita pode ampliar o debate e fortalecer o processo democrático. Ele ainda disse torcer para que a disputa seja levada ao segundo turno, possibilitando que os eleitores tenham mais de uma opção dentro do mesmo espectro político. “Eu torço para que existam duas boas alternativas e que o eleitor possa escolher”, concluiu. Com duas pré-candidaturas competitivas no campo conservador e sem definição de unidade até o momento, o cenário para a sucessão estadual em Mato Grosso começa a se desenhar como uma das disputas mais estratégicas do próximo ciclo eleitoral. Enquanto isso, lideranças como Abílio Brunini tentam equilibrar lealdade partidária e relações pessoais em um ambiente político cada vez mais polarizado dentro da própria direita. Veja [playlist type="video" ids="380814"]