Adolescente de 16 anos é atraído por falsa ligação da namorada, sequestrado em VG, espancado e jogado em praça de Cuiabá em estado grave e encontrado pela família cinco dias depois no Pronto Socorro
JB News
Da Redação
Um adolescente identificado apenas pelas iniciais E.H.S.M., de 16 anos, morador do bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, foi vítima de uma suposta tentativa de homicídio após ser atraído por uma falsa ligação, sequestrado, brutalmente agredido e abandonado inconsciente na Praça da República, em Cuiabá. O caso foi denunciado por familiares ao JB News e expõe um cenário de violência cercado de dúvidas, que deverá ser investigado pela Polícia Civil.
Segundo relatos da família, o adolescente desapareceu na última terça-feira, 7 de abril, após sair do trabalho por volta das 18h. Ainda de acordo com os familiares, ele recebeu uma ligação de alguém que se passou por sua namorada, também menor de idade, marcando um encontro na Praça Vista Alegre, em Várzea Grande.
Sem desconfiar da armadilha, o jovem foi até o local combinado. Conforme as informações repassadas pelos familiares, ao chegar à praça ele foi surpreendido por uma mulher e por outros homens que estavam em um Corolla branco. O grupo passou a agredi-lo ainda no local e, em seguida, o colocou à força dentro do carro.
A suspeita da família é de que o adolescente tenha sido levado para outro ponto da cidade, onde continuou sendo espancado. Horas depois, ele foi abandonado desacordado na Praça da República, em Cuiabá, já em estado crítico. Familiares acreditam que os agressores o deixaram no local por imaginarem que ele não sobreviveria à violência sofrida.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encontrou o adolescente inconsciente, com múltiplos sinais de agressão, principalmente na cabeça. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá, onde segue internado em estado grave.
De acordo com a família, o quadro clínico do adolescente inspira preocupação. Além de estar desorientado e sem reconhecer pessoas próximas, ele vem apresentando crises de convulsão, lapsos de memória e episódios de confusão mental, quadro que pode estar relacionado às pancadas sofridas durante o espancamento.
Sem qualquer notícia do garoto desde o desaparecimento, familiares passaram quatro dias em uma busca desesperada por hospitais, unidades de pronto atendimento e até necrotérios de Cuiabá e Várzea Grande. O paradeiro do adolescente só foi descoberto na sexta-feira, 10 de abril, quando a família foi informada de que ele estava internado na capital.
Em entrevista ao JB News, a tia do adolescente, Marli, relatou que as poucas informações reunidas até agora indicam que tudo foi premeditado.
“Foi isso que falaram. A menina contou só o que a polícia ligou perguntando como foi. Ele saiu do serviço, recebeu a ligação, achando que ia encontrar a namorada. Chegou lá, disseram que era o padrasto dela, e aí chegaram outras pessoas num Corolla branco. Já foram batendo nele e colocando dentro do carro. Depois disso, ele sumiu. É só isso que a gente sabe até agora”, afirmou.
Diante da gravidade do caso, a mãe do adolescente também fez um apelo para que a Polícia Civil atue com rapidez e busque imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a reconstituir todo o trajeto do crime. Segundo ela, é essencial que sejam analisados registros desde a Praça Vista Alegre, em Várzea Grande, onde o encontro foi marcado, até a Praça da República, em Cuiabá, local onde o adolescente foi encontrado desacordado.
A família acredita que as imagens podem ser decisivas para confirmar se o Corolla branco citado nos relatos foi o mesmo veículo usado no sequestro e no abandono do jovem em praça pública. A expectativa é de que a apuração ajude a identificar os envolvidos, esclarecer a dinâmica da ação criminosa e apontar a motivação do ataque.
Até o momento, o JB News ainda não obteve posicionamento oficial da Polícia Civil sobre o caso. A reportagem irá procurar as autoridades para saber se já há boletim de ocorrência registrado, se imagens de segurança serão requisitadas e quais linhas de investigação deverão ser adotadas.
Enquanto isso, familiares seguem acompanhando a recuperação de E.H.S.M e aguardam respostas sobre quem armou a emboscada e tentou tirar a vida do adolescente.