Ana Paula Figueiredo
Aumento também atinge diesel, biodiesel e gás de cozinha e deve impactar frete e alimentos
A partir de 1º de janeiro, entram em vigor em todo o país os novos valores fixos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidem sobre os combustíveis comercializados às distribuidoras. Em Mato Grosso, o reajuste resultará em aumento nos preços da gasolina, do diesel, do biodiesel e do gás de cozinha (GLP).
O presidente do Sindicato do Comércio de Combustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo), Claudyson Martins Alves, conhecido como Kaká, destacou que o reajuste não é decisão das distribuidoras ou dos postos, mas consequência direta da elevação do imposto definida pelos secretários estaduais de Fazenda.
“Trata-se de uma decisão tomada no âmbito do Confaz, sobre a qual o setor não tem qualquer ingerência. Infelizmente, é o segundo ano seguido de aumento do ICMS sobre os combustíveis, uma medida que pesa no bolso do consumidor”, afirmou.
Segundo ele, os impactos vão além do abastecimento dos veículos. “Com o aumento do diesel e do biodiesel, o custo do frete sobe, e isso acaba refletindo no preço dos alimentos e de outros produtos que chegam à mesa da população”, completou.
Com as novas alíquotas, o ICMS da gasolina terá aumento de 6,8%, enquanto diesel e biodiesel terão alta de 4,4%. A medida foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e publicada no Diário Oficial da União.