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Por Nayara Cristina
Uma manhã que começou com a rotina movimentada do Centro de Cuiabá terminou marcada por uma cena de dor e perplexidade. A idosa Adelina Figueiredo Siqueira, de 94 anos, morreu após cair do edifício Maria Joaquina Ribeiro, um dos prédios mais antigos da capital mato-grossense, localizado ao lado da sede da Prefeitura de Cuiabá, nas imediações do Palácio Alencastro, na manhã desta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026.
De acordo com as primeiras informações, Adelina seria moradora do residencial. A queda ocorreu nas primeiras horas do dia e mobilizou rapidamente equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Quando os socorristas chegaram ao local, a vítima já não apresentava sinais vitais e o óbito foi constatado ainda na via pública.
Um vídeo gravado por um popular mostra o momento em que a Polícia Militar realiza o isolamento da área para o trabalho da perícia técnica. A região, que concentra prédios históricos, estabelecimentos comerciais e intenso fluxo de pedestres, ficou parcialmente interditada até a conclusão dos procedimentos iniciais.
A principal hipótese apurada preliminarmente é de que a idosa tenha cometido suicídio, mas as circunstâncias exatas da queda ainda serão investigadas pelas autoridades competentes. A Polícia Civil deverá instaurar inquérito para esclarecer o que levou à tragédia, incluindo a coleta de imagens de câmeras de segurança da região e oitiva de testemunhas e familiares.
O edifício Maria Joaquina Ribeiro é conhecido por sua localização estratégica no coração da capital e por abrigar moradores antigos. O caso chama atenção não apenas pela idade avançada da vítima, mas também por ocorrer em uma área simbólica da cidade, ao lado do centro administrativo municipal.
Casos de mortes por queda em áreas urbanas têm provocado preocupação em todo o país, especialmente quando relacionados à possibilidade de suicídio. Especialistas apontam que o tema ainda é cercado por estigmas e silêncio, o que dificulta a prevenção e o acesso a ajuda adequada. O impacto emocional desse tipo de ocorrência atinge familiares, vizinhos e a própria comunidade, reforçando a necessidade de atenção à saúde mental em todas as faixas etárias, inclusive entre idosos.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e atua na prevenção do suicídio de forma gratuita e sigilosa. O atendimento é realizado 24 horas por dia pelo telefone 188, sem custo de ligação, além de chat e e-mail pelo site oficial. Fundado em 1962, o CVV é uma entidade nacional, financeiramente e ideologicamente independente, sem viés religioso, político ou partidário.
As investigações seguem em andamento e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades ao longo do dia.