HARMONIA ENTRE OS PODERES

“Surpresa e emoção”: José Zuquim descarta qualquer mudança administrativa durante os três dias como governador

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“Surpresa e emoção”: José Zuquim descarta qualquer mudança administrativa durante os três dias como governador

JB News

Por Nayara Cristina

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Zuquim Nogueira, assumiu interinamente o comando do Governo do Estado nesta semana e permanecerá na função até esta sexta-feira (19). A transferência temporária do cargo ocorreu em razão da ausência do governador em exercício, Otaviano Pivetta, que viajou ao Rio Grande do Sul para participar das comemorações pelos 96 anos de seu pai, Tídio Pivetta.

A posse temporária de Zuquim chamou a atenção por representar mais um capítulo da linha sucessória do Estado, que atualmente vive uma situação política peculiar. Desde a renúncia do ex-governador Mauro Mendes para a construção de seu projeto político visando uma candidatura ao Senado Federal, Mato Grosso passou a ser comandado por Otaviano Pivetta, que ocupava a condição de vice-governador.

Com a viagem de Pivetta para fora do Estado, o primeiro nome da linha sucessória apto a assumir o Executivo seria o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi. No entanto, diante do cenário eleitoral de 2026, a eventual assunção ao cargo de governador poderia gerar interpretações jurídicas e políticas relacionadas à sua futura candidatura à reeleição, motivo pelo qual a sucessão acabou alcançando o presidente do Tribunal de Justiça.

Dessa forma, José Zuquim tornou-se o terceiro nome na linha sucessória estadual a assumir a chefia do Executivo mato-grossense, reforçando um mecanismo constitucional que garante a continuidade administrativa do Estado mesmo diante das ausências temporárias dos ocupantes dos cargos principais.

Ao comentar a responsabilidade de governar Mato Grosso durante os próximos dias, Zuquim demonstrou humildade e serenidade diante da missão.

“Sentimento de surpresa. Surpresa e emoção”, afirmou ao ser questionado sobre a experiência de assumir o comando do Estado.

O desembargador também fez questão de tranquilizar a população e o meio político ao destacar que não pretende promover alterações administrativas durante sua curta permanência no Palácio Paiaguás.

“Não. É provisoriamente, por três dias só”, respondeu ao ser perguntado se faria alguma mudança na estrutura de governo.

A presença de presidentes do Judiciário no comando do Executivo não é novidade em Mato Grosso. Em ocasiões anteriores, outros magistrados já ocuparam interinamente a função de governador. Entre os exemplos mais recentes está a desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas, que também assumiu temporariamente o Governo do Estado durante ausências simultâneas dos ocupantes da linha sucessória.

Sem agenda de mudanças ou anúncios administrativos, José Zuquim deverá concentrar sua atuação na manutenção da normalidade institucional e na condução dos atos de rotina do Executivo até o retorno de Otaviano Pivetta. A passagem pelo cargo será breve, mas carrega simbolismo político e institucional, evidenciando a solidez dos mecanismos sucessórios do Estado e a harmonia entre os Poderes constituídos.

Por três dias, o comando de Mato Grosso deixa as mãos da política tradicional e passa a ser exercido pelo chefe do Poder Judiciário, em um momento que o próprio Zuquim resumiu em apenas duas palavras: surpresa e emoção.

A posse temporária reforça ainda a harmonia entre os Poderes e simboliza um momento raro da política mato-grossense.

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