Saiba quem é o “garanhão” preso acusado de extorquir homens gays em Cuiabá

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JB News por Nayara Cristina A prisão de Hudson William da Silva, de 30 anos, é resultado direto da Operação Enigma – Sextorsão, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso para desarticular um esquema criminoso voltado à extorsão sistemática de homens gays em Cuiabá, utilizando engano, intimidação psicológica e ameaças de exposição da vida íntima das vítimas. A investigação revelou um padrão de atuação recorrente, frio e calculado, que se valia principalmente de aplicativos de relacionamento para atrair os alvos. De acordo com a Polícia Civil, Hudson criava perfis falsos, adotava uma postura sedutora e se apresentava como um homem confiante e atraente, ganhando rapidamente a confiança das vítimas. Após estabelecer conversas de cunho íntimo, ele passava a coletar informações pessoais, imagens e detalhes da rotina dos alvos. Em seguida, iniciava a fase mais violenta do crime: as ameaças diretas, nas quais exigia transferências em dinheiro, principalmente via Pix, sob a promessa de divulgar conteúdos íntimos ou causar represálias. As investigações apontam que o suspeito chegava a afirmar ser integrante de facção criminosa, utilizando esse discurso para aumentar o medo e silenciar as vítimas. Em vários casos, o terror psicológico imposto fazia com que os alvos realizassem pagamentos imediatos, sem procurar a polícia, por receio de exposição pública ou retaliações. O modus operandi se repetia, o que chamou a atenção dos investigadores e permitiu a ligação entre os casos. A Operação Enigma – Sextorsão foi estruturada a partir da análise de boletins de ocorrência, cruzamento de dados bancários, rastreamento de comunicações digitais e depoimentos das vítimas. Com base nesse conjunto de provas, o Núcleo de Justiça 4.0 – Juíza das Garantias de Cuiabá decretou mandado de prisão preventiva contra Hudson William da Silva, além de autorizar busca e apreensão domiciliar, quebra de sigilo telemático e o bloqueio de até R$ 40 mil em valores, quantia que pode corresponder ao dinheiro obtido com as extorsões. A Polícia Civil considera que a prisão foi fundamental para interromper a continuidade dos crimes, já que há indícios de que o suspeito ainda mantinha contatos ativos com possíveis novas vítimas. Até o momento, diversos casos já foram identificados, mas os investigadores não descartam a existência de outras vítimas que ainda não formalizaram denúncia. Hudson foi localizado, preso e encaminhado à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça. As investigações continuam para apurar se outras pessoas participaram do esquema, seja auxiliando na movimentação financeira, seja no apoio logístico das ações criminosas. A Polícia Civil reforça o apelo para que vítimas de sextorsão procurem as autoridades e registrem ocorrência, ressaltando que o silêncio favorece a continuidade desse tipo de crime, que viola gravemente a dignidade, a intimidade e os direitos das pessoas.