JB News
Por Nayara Cristina
A sucessão ao Governo de Mato Grosso entra em uma nova fase e ganha um tom mais direto e ousado. Principal nome cotado para suceder o atual governador Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta deixou claro, nesta terça-feira (13), que sua estratégia política vai além das articulações tradicionais com prefeitos e lideranças partidárias. O foco, segundo ele, será um diálogo direto com a população mato-grossense.
Construindo seu nome de forma silenciosa, porém consistente, Pivetta vem ganhando vantagem na viabilidade eleitoral justamente por integrar a base que venceu as últimas eleições estaduais e por associar seu projeto aos resultados da atual gestão. Mesmo sem se lançar oficialmente candidato, o vice-governador já sinaliza o caminho que pretende seguir.
Em entrevista, Pivetta afirmou que não tem investido esforços para buscar apoio formal de prefeitos, prática comum nos bastidores da política estadual. Ainda assim, reconheceu que espera contar com o respaldo da maioria dos executivos municipais, mesmo sem pedidos explícitos.
“Eu não investi minhas fichas para buscar apoio de prefeitos. Isso não significa que eles não possam caminhar conosco. Mas o debate que eu pretendo fazer é maior”, afirmou.
Segundo o vice-governador, sua eventual candidatura será sustentada pela base aliada que venceu as últimas eleições ao Governo do Estado, grupo político que ele considera decisivo para dar estrutura e força ao projeto de sucessão. No entanto, Pivetta deixou claro que não pretende restringir sua estratégia ao jogo político tradicional.
O diferencial, segundo ele, será falar diretamente com quem decide: a população.
“Eu vou falar com o povo. Mostrar os resultados dos últimos anos, aquilo que foi feito, o que deu certo e o que pode continuar. Quem manda nesse contexto é a população”, declarou.
Pivetta fez questão de enfatizar que essa postura não representa desrespeito aos prefeitos ou lideranças municipais, mas sim uma escolha consciente por ampliar o debate.
“Não é falta de respeito com os prefeitos. Muito pelo contrário. Mas eu vou discutir com algo maior do que qualquer liderança política: a população. É ela quem decide o futuro do Estado”, reforçou.
Sobre o processo sucessório, o vice-governador também pregou cautela e serenidade. Segundo ele, a construção de uma candidatura ao Governo de Mato Grosso precisa respeitar o tempo da política e o amadurecimento do debate com a sociedade, sem atropelos ou imposições.
“Não é hora de ansiedade. A política exige paciência, diálogo e compromisso com o que realmente importa, que é melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
Pivetta destacou ainda que acredita em um eleitor cada vez mais atento, que cobra coerência entre discurso e prática. Para ele, o desempenho administrativo e os resultados entregues à população serão decisivos na escolha do próximo governador.
“As pessoas avaliam o que foi prometido e o que foi entregue. Isso pesa muito. Nosso papel é mostrar dados, resultados e dizer com clareza o que pretendemos fazer daqui para frente”, disse.
Ao defender uma sucessão baseada na continuidade responsável da gestão, Pivetta afirmou que governar Mato Grosso exige conhecimento profundo do Estado, de suas regiões e, principalmente, capacidade de ouvir.
“A eleição passa, mas as decisões ficam. Quem quiser governar Mato Grosso precisa entender o Estado e respeitar quem vive nele”, concluiu.
A declaração marca um reposicionamento claro no debate sucessório: enquanto muitos ainda disputam apoios nos gabinetes, Otaviano Pivetta sinaliza que pretende disputar corações e mentes nas ruas, apostando que o voto popular será o verdadeiro fiel da balança na eleição deste ano.
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