Perri afirma que reajuste de 6,8% não gera efeito cascata e que Judiciário tem recursos para cobrir despesa

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JB News

por Ana Paula Figueiredo

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando Perri, afirmou nesta quarta-feira (5) que o reajuste salarial de 6,8% aos servidores do Poder Judiciário não provocará efeito cascata nos demais Poderes nem trará impacto às contas públicas do Estado.

Segundo ele, o aumento está previsto dentro do orçamento próprio do Judiciário, sem interferência no duodécimo destinado ao Executivo.
“O orçamento do Poder Judiciário suporta esse aumento e não haverá efeito cascata”, declarou o desembargador.

O Governo do Estado se manifestou contrário ao reajuste, alegando que a medida poderia motivar servidores do Executivo a reivindicarem o mesmo índice, o que geraria impacto financeiro superior a R$ 1,6 bilhão.

Perri esteve na Assembleia Legislativa pela manhã, acompanhado do presidente do TJMT, José Zuquim Nogueira, para conversar com parlamentares e defender a aprovação da proposta. “Estamos mostrando aos deputados que o Judiciário suporta essa despesa e que não há o efeito cascata propagado pelo Governo”, reforçou.

O desembargador destacou ainda que a visita teve o objetivo de demonstrar apoio aos servidores. O projeto de lei que prevê o reajuste já foi aprovado em primeira votação e aguarda o segundo turno no plenário.

Na manhã desta quarta-feira, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) se reuniu para analisar o texto, mas o deputado Dr. Eugênio pediu vista. Com isso, a proposta deve voltar à pauta na próxima quarta-feira (12).