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Por nay Cristina
A disputa pela próxima Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá ganhou novos contornos nesta semana após uma reunião que reuniu 14 vereadores e abriu caminho para uma possível composição entre grupos que, até então, caminhavam em campos distintos dentro do Legislativo municipal. No centro das articulações está a presidente da Casa, Paula Calil (PL), que busca construir consenso em meio às discussões sobre a sucessão do comando do parlamento cuiabano.
Após o encontro realizado na tarde de quarta-feira, Paula afirmou que houve avanço nas conversas e classificou a reunião como um primeiro passo para a construção de um entendimento entre os vereadores. Segundo ela, participaram do diálogo os 12 parlamentares que integram o grupo político liderado por sua base, além do vereador Dilemário Alencar e da vereadora Baixinha Giraldelli.
De acordo com a presidente, a principal sinalização do encontro foi a construção de um ambiente sem restrições prévias a possíveis candidaturas. Conforme relatou, o grupo discutiu a necessidade de não haver vetos nem ao nome de Dilemário nem ao seu próprio nome para a disputa da presidência da Câmara.
A movimentação ocorre em um momento de intensa articulação política nos bastidores do Legislativo cuiabano. Dilemário segue se apresentando como pré-candidato ao comando da Casa, enquanto Paula mantém aberta a possibilidade de disputar novamente a presidência caso a alteração do Regimento Interno permita sua participação no processo eleitoral.
A eventual mudança nas regras para a eleição da Mesa Diretora tem provocado debates entre os vereadores e dividido opiniões dentro da Câmara. Críticos da proposta argumentam que a iniciativa rompe entendimentos firmados durante a eleição que levou Paula ao comando do Legislativo. A presidente, entretanto, rebate as críticas e sustenta que a democracia exige igualdade de condições para todos os interessados em disputar cargos de direção.
Durante entrevista à imprensa, Paula também respondeu às acusações de que estaria promovendo mudanças administrativas motivadas por disputas políticas internas. Segundo ela, exonerações e substituições em cargos estratégicos fazem parte de qualquer gestão e devem ser avaliadas sob critérios técnicos e de confiança administrativa.
A presidente negou que as alterações tenham relação com retaliações a vereadores ou com a formação de grupos políticos adversários. Como exemplo, citou que parlamentares de diferentes correntes continuam mantendo espaços dentro da estrutura administrativa da Câmara.
Sobre as negociações para a eleição da Mesa Diretora, Paula destacou que as conversas estão apenas começando e que novas reuniões deverão ocorrer nas próximas semanas. Apesar de reconhecer que ainda não existe definição sobre a composição final, ela avalia que o diálogo estabelecido entre os grupos representa um avanço importante para evitar rupturas e ampliar a construção de consensos.
A corrida pelo comando da Câmara de Cuiabá promete se intensificar nos próximos meses e deve se transformar em um dos principais embates políticos do segundo semestre. Com diferentes grupos buscando consolidar maioria, a eleição da Mesa Diretora já movimenta os bastidores do Legislativo e pode redefinir o equilíbrio de forças dentro da Casa para os próximos anos.
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