“O trabalho de investigação foi fundamental para esclarecer o crime”, diz delegado sobre latrocínio em Poconé

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Ana Paula Figueiredo

Polícia Civil prende suspeitos de matar comerciante de ouro; criminosos compraram veículo de luxo no dia do crime com dinheiro obtido da venda do metal roubado

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na tarde de segunda-feira (05), dois suspeitos de envolvimento no latrocínio que vitimou o comerciante de ouro Hamilton Mota dos Santos, em Poconé. As prisões ocorreram durante a deflagração da Operação Ouro de Sangue, que cumpriu mandados de prisão preventiva contra os autores do roubo seguido de morte.

As investigações tiveram início no dia 2 de janeiro, quando a vítima foi encontrada morta dentro de sua residência, em um cenário de extrema violência. O corpo apresentava lesões perfurocortantes na região do pescoço e estava parcialmente coberto com terra e panos, em um banheiro localizado nos fundos do imóvel.

No local do crime, os policiais identificaram vestígios de sangue em diversos cômodos da casa, além de sinais de que os autores tentaram limpar o ambiente para eliminar provas. Antes de matar o comerciante, os suspeitos reviraram o armário da residência e subtraíram uma quantidade significativa de ouro que a vítima mantinha no local.

Durante as diligências, a Polícia Civil apurou que, no horário aproximado do crime, um veículo Jeep Compass esteve nas proximidades da casa da vítima e, em seguida, deixou o município de Poconé em direção à rodovia MT-060. No trajeto, os ocupantes do automóvel pararam em um estabelecimento de compra e venda de ouro, no município de Nossa Senhora do Livramento, onde comercializaram o metal subtraído.

As investigações revelaram ainda que os suspeitos haviam adquirido o veículo de luxo na manhã do próprio dia do crime, pelo valor de R$ 90 mil, apesar de não possuírem recursos financeiros compatíveis com a compra. Na ocasião, informaram ao vendedor que se deslocariam até Poconé para buscar o dinheiro. A análise de transferências bancárias confirmou que os valores obtidos com a venda do ouro roubado foram utilizados para quitar o pagamento do automóvel.

Diante dos elementos reunidos, o delegado de Poconé, Matheus Prates de Oliveira, representou pela prisão preventiva dos investigados, que foi deferida pela Justiça e cumprida no final da tarde de segunda-feira.

“O trabalho de investigação célere e qualificado desenvolvido pelos policiais civis de Poconé revelou-se fundamental para o esclarecimento dos fatos e a identificação e prisão dos suspeitos, em razão da gravidade do crime, que causou intensa comoção social no município”, afirmou o delegado.

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