Nininho aposta em chapa pura e diz que Jayme Campos recua para unir base com Piveta ao governo e sair junto com Mauro ao Senado, Trabalho para isso”, VEJA O VÍDEO
A sucessão ao governo de Mato Grosso nas eleições de outubro de 2026 já movimenta intensamente os bastidores políticos e expõe uma disputa interna na direita estadual, hoje concentrada em três nomes de peso: o senador Jayme Campos, o senador Wellington Fagundes e o atual vice-governador Otaviano Pivetta. Embora todos integrem o mesmo campo político, o embate pela cabeça de chapa tem elevado o tom da pré-campanha e forçado articulações para evitar rupturas no grupo que hoje comanda o Palácio Paiaguás.
Na avaliação do deputado estadual Elinho, aliado do governo, a tendência é de acomodação interna. Elinho defende que Jayme Campos deve recuar da disputa ao governo e concentrar esforços em uma candidatura ao Senado, abrindo caminho para que Otaviano Pivetta lidere a chapa majoritária ao Executivo estadual. Para o parlamentar, Jayme é uma das maiores lideranças políticas de Mato Grosso e teria amplas condições de se eleger senador com o apoio da base governista, fortalecendo uma composição que una o União Brasil e o Republicanos em torno de um projeto único.
Esse cenário ganhou reforço nesta quinta-feira, durante um almoço político em Jaciara, que reuniu o governador Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta, o presidente da Assembleia Legislativa Max Russi, além dos deputados Sebastião Rezende, Fabinho, Carlos Avalone e outras lideranças. Na ocasião, o deputado Nininho foi direto ao comentar o desenho que, segundo ele, tende a prevalecer na base governista.
Para Nininho, a defesa pública feita por Mauro Mendes de que uma eventual vitória de Otaviano Pivetta garantiria mais 12 anos de prosperidade ao Estado deve ser lida como sinal claro de continuidade administrativa. Sem citar adversários, o deputado afirmou que a construção desse projeto passa, necessariamente, pela unidade do grupo e pelo papel estratégico de Jayme Campos. “O Jayme está conosco. É uma liderança muito respeitada dentro do União Brasil. Ele está colocando o nome em evidência, mas acredito que, nos próximos dias, tudo será sentado e conciliado”, afirmou.
Nininho foi além e disse trabalhar abertamente por uma chapa pura, considerada por ele a melhor alternativa eleitoral e política para o grupo que governa Mato Grosso. Nesse arranjo, Otaviano Pivetta seria o candidato ao governo, enquanto Mauro Mendes e Jayme Campos disputariam as duas vagas ao Senado, consolidando uma aliança interna sem fragmentações. “É o melhor para a conjuntura, para a eleição futura e para o nosso grupo”, avaliou.
A leitura feita nos bastidores é de que a antecipação desse debate busca neutralizar disputas internas antes que elas se transformem em rachas irreversíveis. Com a pré-campanha ganhando corpo e os nomes postos à mesa, a tendência apontada por aliados é de que o peso político de Jayme Campos seja decisivo não necessariamente na cabeça de chapa ao governo, mas como fiador de uma ampla coalizão ao Senado, garantindo musculatura eleitoral ao projeto liderado por Otaviano Pivetta e chancelado por Mauro Mendes.
Se confirmada, a composição desenhada por Nininho e Elinho sinaliza uma estratégia clara: preservar a unidade da direita mato-grossense, evitar disputas fratricidas e apresentar ao eleitorado uma candidatura de continuidade, ancorada na atual gestão e em lideranças já consolidadas no Estado.
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