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Por Nayara Cristina e Guilherme Augusto
A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas continua repercutindo no cenário político brasileiro. Em Mato Grosso, o vice-governador Otaviano Pivetta comentou o tema e afirmou que o Brasil demorou a enfrentar o avanço das organizações criminosas, acabando por seguir uma iniciativa tomada por uma potência estrangeira.
Durante agenda pública, Pivetta afirmou que o país não teve coragem de adotar medidas mais duras contra as facções e agora acompanha uma decisão que partiu dos Estados Unidos.
“Não tivemos a coragem. Agora vamos a reboque”, declarou o vice-governador ao comentar a classificação das duas maiores facções criminosas do Brasil como grupos terroristas pelo governo norte-americano.
A declaração ocorre em meio ao aumento das discussões sobre segurança pública, combate ao crime organizado e a influência crescente das facções em diversas regiões do país. Nos últimos anos, PCC e Comando Vermelho ampliaram sua atuação para além dos grandes centros urbanos, expandindo operações ligadas ao tráfico de drogas, armas, lavagem de dinheiro e disputas territoriais em estados de fronteira.
Mato Grosso é considerado uma área estratégica para o combate ao crime organizado devido à extensa faixa de fronteira com a Bolívia, rota frequentemente utilizada por organizações criminosas para o transporte de drogas e armamentos. Por isso, o tema tem recebido atenção constante das autoridades estaduais.
Ao defender uma postura mais rígida contra as facções, Pivetta reforçou críticas à condução nacional do enfrentamento ao crime organizado e indicou que o Brasil precisa tratar a questão com maior firmeza institucional.
A classificação de grupos criminosos como organizações terroristas pode abrir caminho para medidas mais severas de bloqueio financeiro, cooperação internacional, rastreamento de patrimônio e sanções contra pessoas ou empresas ligadas às atividades das facções. O tema, entretanto, também tem provocado debates diplomáticos e jurídicos sobre os limites da atuação internacional em questões relacionadas à segurança pública brasileira.
A fala de Pivetta ocorre em um momento de crescente preocupação com o fortalecimento das facções criminosas e amplia o debate sobre a necessidade de novas estratégias de combate ao crime organizado no país. Para o vice-governador, a iniciativa dos Estados Unidos evidencia uma realidade que o Brasil, segundo ele, demorou a enfrentar de maneira mais contundente.
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