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Por Emerson Teixeira
Condenado pela morte da adolescente Maiana Vilela Mariano, de 16 anos, o empresário do setor imobiliário Rogério da Silva Amorim voltou a ser preso nesta terça-feira (26), em Cuiabá, após ser localizado por investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) ao deixar um condomínio de luxo no bairro Ribeirão do Lipa. A captura ocorreu durante uma ação de monitoramento da Polícia Civil para cumprimento da pena de 20 anos de prisão imposta pela Justiça pelo assassinato da jovem, crime que chocou Mato Grosso pela brutalidade e pelas circunstâncias envolvendo o caso.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que policiais abordam o empresário enquanto ele estava dentro de uma caminhonete Range Rover. Sem apresentar resistência, Rogério foi retirado do veículo e encaminhado para a sede da DHPP. Durante a movimentação policial e também no trajeto até o sistema prisional, ele conversou rapidamente com jornalistas que acompanhavam a ocorrência.
Ao ser questionado sobre o crime, o empresário negou ter ordenado a execução da adolescente. “Não mandei matar, mas vou cumprir”, declarou diante da imprensa local, em uma fala que rapidamente repercutiu em Cuiabá devido à notoriedade do caso.
O assassinato de Maiana Vilela Mariano aconteceu em 2011 e ganhou grande repercussão em Mato Grosso após os detalhes da investigação virem à tona. Conforme apontaram as investigações da Polícia Civil e os autos do processo, Rogério mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente, mesmo sendo casado. A jovem recebia ajuda financeira, presentes e apoio material do empresário, situação que passou a ser considerada peça central na motivação do crime.

Segundo as investigações, Maiana desapareceu antes de ser encontrada morta em uma região afastada da Capital. O corpo da adolescente foi localizado em circunstâncias violentas, apresentando sinais de execução. As apurações apontaram que a jovem foi assassinada a tiros e abandonada em uma área erma, o que provocou forte comoção social pela crueldade do crime e pela idade da vítima.
A morte da adolescente mobilizou investigadores da DHPP durante meses. Depoimentos, perícias técnicas e provas reunidas ao longo da apuração sustentaram a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o empresário. A acusação apontou que o relacionamento mantido entre Rogério e a adolescente teria sido determinante para o homicídio.
Em 2016, após anos de tramitação judicial, Rogério da Silva Amorim foi condenado pelo Tribunal do Júri a 20 anos de prisão. Apesar da sentença, ele chegou a ser detido inicialmente, mas posteriormente conseguiu responder em liberdade durante parte do andamento dos recursos apresentados pela defesa. No ano passado, a Justiça voltou a expedir mandado de prisão para cumprimento definitivo da pena, porém o empresário não havia sido localizado até esta terça-feira.
De acordo com a Polícia Civil, investigadores monitoravam informações sobre os deslocamentos e a rotina do empresário havia algum tempo. A prisão foi efetuada quando ele deixava o condomínio de alto padrão onde estava hospedado, no Ribeirão do Lipa. Após ser levado à DHPP para os procedimentos legais, Rogério foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanecerá à disposição da Justiça.

A nova prisão encerra mais um capítulo de um dos crimes de maior repercussão da história recente de Cuiabá. A declaração do empresário negando ter mandado matar a adolescente, mesmo diante da condenação definitiva confirmada pela Justiça, reacendeu o debate público sobre o caso que marcou a Capital mato-grossense pela violência, pela longa disputa judicial e pelos detalhes envolvendo a morte da jovem Maiana Vilela Mariano.
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