Ana Paula Figueiredo
Ministro afirma que federação pode definir nomes para o Senado, nega desconforto com Pedro Taques e reforça independência do PSD para 2026
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), afirmou que não vê problema em disputar uma vaga ao Senado em uma eventual composição que inclua o ex-governador Pedro Taques. Questionado sobre uma possível “dobradinha” articulada no campo da federação, o ministro disse se sentir tranquilo e destacou que a multiplicidade de candidaturas fortalece a democracia.
“Essa questão de se sentir confortável ou não é relativa. Nas duas vezes em que disputei o Senado, foram 11 candidatos. Isso é bom para a democracia e para o eleitor, que pode conhecer projetos diferentes e escolher com tranquilidade”, declarou.
Fávaro ressaltou que a federação tem autonomia para indicar candidatos às duas vagas em disputa e que isso não representa qualquer tipo de constrangimento político. Segundo ele, a definição dos nomes ainda está em aberto e faz parte do processo democrático.
“São duas vagas. A federação pode indicar o primeiro e o segundo voto, pode inclusive ter outro candidato ao Senado. Não tem problema nenhum”, afirmou.
O ministro também destacou a independência do PSD no cenário eleitoral de 2026. De acordo com ele, o partido possui estrutura e condições para lançar candidaturas próprias aos principais cargos no Estado, incluindo governo, Senado e bancadas federal e estadual.
“O PSD é um partido independente, com estrutura pronta para apresentar aos mato-grossenses um projeto completo para 2026”, disse.
Ao ser questionado sobre a falta de consulta prévia em relação às articulações envolvendo outros nomes e palanques, Fávaro minimizou o tema. Segundo ele, não há obrigação de consulta individual nesse momento, já que nenhuma decisão formal foi tomada.
“Eu não fui consultado, mas não precisa ser. A federação é independente, pode escolher um ou dois candidatos. Isso é normal dentro do processo político”, pontuou.
Fávaro também negou qualquer compromisso formal já firmado e reforçou que não houve abdicação de espaço político por parte do PSD. “Não existe nenhuma formalidade fechada. O partido segue independente”, concluiu.
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