PESQUISA NÃO SERÁ NORTE

Max Russi descarta disputa ao executivo em 2026, mira fortalecimento do Podemos para 2030 e condiciona apoio nas eleições de outubro a plano de governo “coerente” para Mato Grosso

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Max Russi descarta disputa ao executivo em 2026, mira fortalecimento do Podemos para 2030 e condiciona apoio nas eleições de outubro a plano de governo “coerente” para Mato Grosso

JB News

Por Nayara Cristina

Com a aproximação do calendário eleitoral de 2026 e o avanço das articulações políticas em Mato Grosso, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, sinalizou de forma pública que não pretende disputar o Governo do Estado nas próximas eleições, apesar de admitir que possui um projeto político futuro voltado para 2030. Em meio à movimentação dos grupos partidários e à corrida antecipada por alianças estratégicas, o parlamentar afirmou que o foco imediato está na consolidação do Podemos no estado, com a meta de ampliar bancadas e fortalecer a legenda como peça decisiva no cenário majoritário.

A declaração ocorre em um momento considerado crucial para a reorganização das forças políticas em Mato Grosso. O estado vive uma prévia antecipada da sucessão estadual, com nomes como Otaviano Pivetta, Wellington Fagundes, Júlio Campos e outras lideranças já sendo ventiladas nos bastidores como possíveis protagonistas da disputa ao Palácio Paiaguás. Nesse ambiente de construção política, Max Russi procurou afastar qualquer interpretação de que estaria trabalhando um projeto pessoal para 2026.

Segundo ele, uma candidatura majoritária não pode nascer da vontade individual de um político, mas sim de um processo coletivo, sustentado por grupos, lideranças, partidos e pela própria sociedade. O presidente da Assembleia afirmou que sua prioridade neste momento é consolidar o partido, fortalecer a estrutura regional da legenda e ampliar a representatividade do Podemos tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Federal.

Russi destacou que o partido trabalha com uma estratégia de crescimento organizada e de longo prazo. A intenção, segundo ele, é eleger pelo menos seis deputados estaduais e ampliar também a presença da legenda na bancada federal. Na avaliação do parlamentar, esse fortalecimento dará musculatura política ao Podemos para participar das decisões centrais da eleição estadual e influenciar diretamente os rumos do próximo governo.

Embora descarte a disputa em 2026, o presidente da Assembleia não esconde que possui ambições futuras. Durante as declarações, ele admitiu que o exercício de cargos no Legislativo naturalmente desperta o desejo de disputar funções no Executivo, mas ponderou que isso depende de amadurecimento político, da construção partidária e da aceitação popular.

Max Russi afirmou que trabalha diariamente para consolidar sua atuação como presidente da Assembleia Legislativa e que pretende entregar resultados concretos antes de pensar em voos maiores. Segundo ele, projetos políticos de maior dimensão precisam ser construídos “tijolo por tijolo”, com base sólida, responsabilidade e diálogo coletivo.

O dirigente também revelou que pesquisas internas realizadas pelo partido identificaram um cenário de desejo por renovação política em cargos majoritários. Ainda assim, ele evitou transformar os números em combustível para uma eventual candidatura própria. Russi afirmou que não pretende permitir que pesquisas momentâneas conduzam decisões precipitadas dentro do partido.

A posição reforça uma estratégia cautelosa adotada pelo Podemos em Mato Grosso. Apesar da proximidade política e ideológica da legenda com o atual grupo governista, especialmente pela afinidade com setores de centro-direita e pelo alinhamento nacional do partido, Max Russi deixou claro que o apoio do Podemos na eleição estadual não será definido por favoritismo político, pressão de bastidores ou desempenho em levantamentos eleitorais.

Segundo ele, o partido adotará como principal critério de definição o conteúdo apresentado pelos pré-candidatos ao governo do estado. A legenda pretende analisar propostas administrativas, planejamento econômico, programas sociais, infraestrutura, desenvolvimento regional e projetos voltados à qualidade de vida da população mato-grossense.

Na avaliação do presidente da Assembleia, pesquisas eleitorais representam apenas “fotografias do momento” e não garantem vitória nas urnas. Ele lembrou que a história política brasileira já registrou diversos casos de candidatos que lideravam levantamentos meses antes da eleição e acabaram derrotados no processo eleitoral.

Por isso, o Podemos pretende conduzir as negociações com base no que considera mais importante para o estado: a capacidade de gestão, a viabilidade das propostas e o compromisso dos candidatos com um projeto sustentável de desenvolvimento para Mato Grosso nos próximos quatro anos.

A fala de Max Russi também evidencia o peso estratégico que o Podemos pretende exercer em 2026. Com uma estrutura em expansão e presença crescente nas articulações estaduais, o partido tenta se posicionar não apenas como coadjuvante, mas como peça-chave na composição de uma futura chapa majoritária.

Nos bastidores políticos, interlocutores avaliam que a postura adotada pelo presidente da Assembleia busca preservar pontes com diferentes grupos políticos enquanto o cenário sucessório ainda permanece indefinido. Ao evitar antecipar apoio, Russi mantém diálogo aberto com diversas correntes e amplia o espaço de negociação da legenda nas futuras composições eleitorais.

O parlamentar confirmou que ainda não houve conversas aprofundadas sobre composição de chapa ou alianças formais com pré-candidatos ao governo. Segundo ele, esse processo deverá ganhar intensidade nas próximas semanas, principalmente com a proximidade das convenções partidárias e da consolidação dos projetos eleitorais.

Max Russi também reforçou que qualquer decisão do partido será coletiva. Ele afirmou que não tomará definições isoladas e que o encaminhamento político do Podemos será debatido internamente com lideranças, aliados e integrantes do grupo político que participa da construção partidária no estado.

A movimentação ocorre em um momento de intensa reorganização da política mato-grossense. A sucessão estadual de 2026 começa a desenhar um cenário competitivo, marcado pela disputa entre continuidade administrativa, renovação política e reconfiguração de alianças. Em meio a esse ambiente, o Podemos tenta construir uma posição estratégica baseada em fortalecimento institucional, crescimento parlamentar e participação ativa na definição dos rumos do próximo governo estadual.

Ao final das declarações, Max Russi resumiu a linha que pretende conduzir o partido nos próximos meses: apoiar aquele projeto que apresentar a proposta considerada mais consistente para Mato Grosso. Segundo ele, a população vai analisar quem possui a melhor capacidade de representar o estado, garantir desenvolvimento econômico e, principalmente, transformar crescimento em qualidade de vida para a população que está “na ponta”.

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