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Por Nayara Cristina
“Pesquisa é fotografia do momento”, diz Mauro Carvalho ao comentar corrida pelo Paiaguás em 2026
A sucessão estadual em Mato Grosso segue movimentando os bastidores políticos e já provoca intensas articulações entre lideranças partidárias, grupos econômicos e nomes que tentam se consolidar na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2026. A mais recente rodada de números divulgada pela Percent Brasil voltou a acender o alerta dentro do núcleo político do governo estadual ao apontar o senador Wellington Fagundes na liderança das intenções de voto para governador.
O levantamento, realizado entre os dias 30 de abril e 3 de maio de 2026, ouviu cerca de 1.200 eleitores em Mato Grosso. A pesquisa possui margem de erro de 2,83 pontos percentuais para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e registro no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-0726/2026 e MT-06232/2026. O estudo, que custou aproximadamente R$ 30 mil, foi contratado pela empresa DOC Comunicação.
Nos cenários estimulados apresentados pela Percent Brasil, Wellington Fagundes aparece variando entre 29% e 30% das intenções de voto, consolidando-se como principal nome da oposição ao grupo governista. Na sequência surge o senador Jayme Campos, que oscila entre 20% e 22%. Já o governador Otaviano Pivetta aparece entre 13,2% e 14%, demonstrando crescimento em relação aos levantamentos anteriores, mas ainda distante dos dois senadores mais tradicionais da política mato-grossense.
A pesquisa também apontou outros nomes no tabuleiro eleitoral. Natasha Slhessarenko aparece com cerca de 7% das intenções de voto. O empresário Marcelo Maluf soma aproximadamente 4%, enquanto Sargento Laudicério registra 3,8%. Alex Puccinelli aparece com 2%, seguido por Rafael Milhas, com 1,3%. Brancos e nulos variam entre 4% e 4,3%, enquanto o número de indecisos ainda chama atenção e ultrapassa os 20% do eleitorado, demonstrando que a disputa permanece aberta e distante de qualquer definição.
No levantamento sobre rejeição, Jayme Campos lidera entre os nomes mais rejeitados, com cerca de 8,2%. Wellington Fagundes aparece em seguida com 5,6%, enquanto Otaviano Pivetta registra 4,9%. Os índices reforçam o cenário de polarização antecipada entre os principais grupos políticos do Estado.
A divulgação dos números repercutiu diretamente dentro do Palácio Paiaguás e levou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, a comentar o cenário eleitoral e minimizar as diferenças entre os institutos que vêm divulgando pesquisas em Mato Grosso nos últimos dias.
Segundo Mauro Carvalho, os levantamentos devem ser analisados com cautela, já que representam apenas um recorte temporal do cenário político. “A pesquisa é uma fotografia de um momento. Então eu não sei em que momento foi feita a da Veritá e em que momento foi feita a da Percent. Nós temos que entender que pesquisa é um indicador, ela não é uma realidade”, afirmou o secretário ao comentar os números divulgados recentemente.
Mesmo reconhecendo a liderança de Wellington Fagundes nos cenários apresentados pela Percent Brasil, Mauro Carvalho destacou que o grupo governista enxerga crescimento político de Otaviano Pivetta desde que ele assumiu oficialmente o comando do Executivo estadual em 31 de março deste ano, após a saída de Mauro Mendes para o processo eleitoral de 2026.
“O que a gente vê nesses indicadores é o crescimento do Otaviano Pivetta em todas as pesquisas. A partir do momento que ele assumiu o governo, a realidade passou a ser outra. Independente do instituto de pesquisa, o crescimento do Pivetta é visto em qualquer situação”, declarou Mauro Carvalho.
Nos bastidores, aliados do atual governo acreditam que a estrutura administrativa do Estado, aliada ao discurso de continuidade de gestão, poderá fortalecer ainda mais o nome de Pivetta nos próximos meses. A avaliação dentro do núcleo governista é que a exposição institucional proporcionada pelo comando do Executivo tende a impulsionar sua popularidade, especialmente no interior do Estado.
Do outro lado, Wellington Fagundes segue ampliando articulações políticas e consolidando alianças importantes para tentar chegar ao governo estadual pela primeira vez. Já Jayme Campos mantém forte influência política na Baixada Cuiabana e continua sendo tratado como um dos principais nomes do União Brasil para a disputa.
A corrida pelo Paiaguás, apesar de ainda distante oficialmente, já transformou Mato Grosso em um dos cenários políticos mais observados do Centro-Oeste. Com pesquisas divergentes, alianças sendo costuradas diariamente e um eleitorado ainda altamente indeciso, o cenário de 2026 segue completamente aberto.
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